Ceará sofre com surto de sarampo

A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará registrou 691 casos confirmados de sarampo entre dezembro de 2013 e janeiro de 2015, número que indica um surto da doença na região. Segundo Jaime Rocha, infectologista e especialista em Medicina do Viajante do Laboratório Frischmann Aisengart, a vacina é a prevenção mais eficaz.

No Brasil, a transmissão do vírus é dada como controlada desde 2011. Entretanto, o Ministério da Saúde confirmou diversos casos entre os anos de 2001 e 2013. Quando o surto se estende por um período superior a 12 meses, as autoridades indicam que há restabelecimento da transmissão endêmica do vírus, caso que ocorre no Ceará. Técnicos do Ministério da Saúde estão avaliando a situação, mas já apontam que o descontrole da transmissão teria reflexos na conquista do certificado de erradicação da doença no continente americano.

No calendário nacional de vacinação, a primeira dose deve ser administrada a todas as crianças de um ano de idade e uma segunda dose às crianças entre quatro e seis anos. A vacina tríplice viral também é recomendada às pessoas que viajam ao Nordeste, profissionais que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, estudantes e outros que mantenham contato com viajantes, além dos profissionais da saúde e da educação.

A vacinação é também eficaz quando utilizada até 72 horas após o contato com caso confirmado ou suspeito. Vale ressaltar que a vacina contém vírus vivo-atenuado e, portanto, deve ser usada com indicação médica. Diversos viajantes devem fazer uma dose de reforço antes de partir para seu destino. Deve-se também respeitar as seguintes contraindicações: reação grave à vacina em outras situações, alergia à vacina, gestantes e pessoas com imunossupressão (por exemplo, AIDS ou uso de corticoide).

Um viajante que não apresentou a doença, não foi vacinado e venha a ficar doente começará com febre alta cerca de dez a doze dias após a exposição. Esta febre durará uma semana e será acompanhada de um quadro semelhante a uma gripe forte nos primeiros dias. O sintoma será seguido de olhos avermelhados, manchas esbranquiçadas por dentro da boca e, finalmente, um vermelhão por todo o corpo (rash). O rash dura de cinco a sete dias e desaparece lentamente. O quadro pode ser complicado com cegueira, infecção cerebral, diarreia, infecção do ouvido e pneumonia. “Vale alertar que não existe nenhum tratamento específico contra o vírus do sarampo”, informa Rocha.

O sarampo ainda é uma das principais causas de morte em crianças pequenas, apesar de haver uma vacina disponível há mais de 40 anos. Um dos motivos é a facilidade com que o vírus é transmitido (via respiratória), resultando em infecção em quase todas as pessoas não-imunes que entram em contato com doentes.

As dicas do infectologista para prevenir a disseminação são:

– Pessoas com rash (vermelhão) e febre, associados com sintomas respiratórios, após contato com doente de sarampo ou viagem para locais de risco, devem limitar seu contato com outras pessoas;

– Limitar contato com transportes públicos;

– Limitar exposição a familiares e colegas de trabalho e escola;

– Avisar o médico ou hospital onde fará a consulta sobre a suspeita;

– Lembrar que a limitação de contato deve ser mantida até o diagnóstico ser estabelecido, resolução dos sintomas ou até quatro dias do início do rash.

O infectologista reforça que apenas uma consulta com um especialista poderá estabelecer com maior precisão todos os cuidados necessários para cada destino e cada viajante.

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart tem 69 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica na região. Com forte presença nas áreas hospitalar e ambulatorial é o líder de mercado na capital e Região Metropolitana. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 40 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas que contemplam serviços e soluções diferenciados com qualidade, rapidez e alto padrão de atendimento, como a coleta domiciliar e vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103. Siga o Laboratório Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa; Twitter – @labfa

Fonte: Talk Assessoria de Comunicação

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