Versão ampliada de “Biogás, a energia invisível” é lançada no Show Rural Coopavel 2015

Dez meses após o lançamento, o livro Biogás, a energia invisível, de autoria do superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Júnior, ganhou uma segunda edição, revista e ampliada em 41 páginas.

A obra foi lançada na manhã desta quarta-feira (4), no estande da Itaipu no Show Rural Coopavel 2015, em Cascavel (PR), com a presença do autor e de autoridades da região. O evento foi promovido pela Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). A tiragem inicial é de 1.000 exemplares. Até o fim deste mês, o livro será lançado em e-book no site www.cibiogas.org.

“O fundamental desta nova edição é mostrar que, durante 40 anos, o Brasil conviveu com um erro conceitual relacionado ao biogás”, disse o autor. “O biogás no estado bruto, como fora usado durante anos no País, é prejudicial ao motor dos veículos. É preciso refiná-lo para obter o biometano com 96,5% de pureza. Este é o ponto crucial da obra”, completou Bley Júnior, durante a cerimônia de lançamento.

Também participaram ao evento o coordenador do Sistema de Gestão da Sustentabilidade de Itaipu, Herlon Goelzer de Almeida; o superintendente de Comunicação Social de Itaipu, Gilmar Piolla; o presidente do Oeste em Desenvolvimento, Mario Costenaro; o presidente da Amop, Marcelo Micheletto; o diretor-presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto; e o diretor do Centro Internacional de Energias Renováveis Biogás (CIBiogás-ER), Rodrigo Régis de Almeida Galvão.

Mais de 100 pessoas compareceram ao estande da Itaipu para acompanhar a solenidade.

Pioneiro
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, incentivador do livro e autor da introdução, assina também a apresentação desta nova versão, editada pela Atol Studio.

“O pioneirismo desta obra está em apresentar conceitos fundamentados em experimentos e demonstrações em escala real. Não se trata, portanto, de um trabalho teórico, mas de um manual dos conceitos que mostra a evolução da viabilidade do aproveitamento do potencial energético da biomassa residual liberada pelas atividades agropecuárias”, afirmou Samek.

“O livro vai auxiliar muito no conhecimento sobre o tema e sabemos que, no futuro, essa energia invisível do biometano não será desperdiçada”, completou o DGB.

Para saber outras informações sobre a obra, o evento de lançamento e o apoio da Itaipu ao biometano, clique em Leia Mais.

Ascensão
A rapidez entre o lançamento da primeira edição e desta segunda é justificada pela amplitude ganhada pelo tema nos últimos meses. Esta evolução é retratada nesta nova edição que aborda avanços na agenda regulatória em benefício do biometano. A cerimônia desta quarta-feira (4) ocorre um dia após a publicação da resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) publicar a instrução normativa 8/2015 que regula o biometano.

“Por incrível que pareça, a segunda edição tornou-se superada com essa resolução porque na segunda-feira a ANP oficializa como combustível nacional. É uma ótima superação, era o maior sonho deste livro”, celebra Cícero Bley Jr. “Isso prova que o biometano não é mais uma iniciativa bem-intencionada. Ele é viável.”

A visibilidade adquirida com o biogás nos últimos tempos foi levada à pauta de instituições brasileiras no ano passado, do próprio Ministério de Minas e Energia à Empresa de Pesquisa Energértica (EPE).

Os desafios ainda existentes para o tema também são relatados por Bley Jr., que defende a inclusão do biometano na agenda de políticas públicas. A criação de grupo de trabalho interministerial para o Programa Nacional de Biogás e do Biometano, encaminhada ao Ministério de Minas e Energia, é uma das propostas da agenda nacional.

No campo internacional, as conquistas de 2014 incluem um acordo para a difusão do biogás na América Latina e Caribe, firmado em julho do ano passado entre Itaipu e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O anexo foi dividido em sete subtítulos: novos conceitos, oferta descentralizada de energia (conceito que une Geração Distribuída de Energia e da Produção Descentralizada de Combustíveis), novos horizontes no mercado, questões pendentes, agenda em 2014, casos demonstrativos em 2014 e uma estratégia possível para 2015. Com a ampliação, o número de páginas passou de 138 para 179.

Alternativa do presente para o futuro
Para o presidente da Amop, Marcelo Micheletto, é preciso mostrar aos agricultores como o biometano, a partir do biogás, é uma alternativa sustentável que permite a diversificação de renda do produtor.

“Este trabalho representa o que buscamos e esperamos que ele seja um exemplo para os demais pesquisadores”, disse Mário César Costenaro, do Oeste em Desenvolvimento.

O diretor-presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto, classificou o lançamento como um momento histórico. “O que vivenciamos aqui é um passo muito importante e decisivo no processo de transição que estamos vivendo, com o biometano como fonte renovável de energia para o futuro.”

Do projeto à rede elétrica
O complemento do livro relata ainda os casos práticos da aplicação do biometano em 2014: os dois aterros energéticos em Itajaí e São Pedro da Aldeia (RJ); a usina de gás renovável em Pomerode (SC); e a GeoEnergética, resultado da cooperativa de 127 produtores de Paraíso do Norte (PR).

Das experiências de Itaipu, estão relacionadas no livro o Centro Internacional de Energias Renováveis Biogás (CIBiogás-ER) e o Projeto Mobilidade a Biogás. A parceria com a Fiat e a Scania, celebrada por Itaipu no segundo semestre de 2014, prova a viabilidade do uso veicular do biometano para veículos de vários portes.

Duas provas dessa aplicação podem ser conferidas no próprio estande de Itaipu no Show Rural. No local, o CIBiogás-ER levou o carro movido a biometano e um posto de abastecimento. Uma unidade de demonstração interligada à Granja Colombari, com a produção de biometano atualizada a cada 15 minutos, foi exposta à visitação.

Fontes renováveis
Bley Jr. mostra, com dados e exemplos, como o biometano tem se consolidado na matriz combustível nacional. Os números confirmam este potencial gigantesco do biogás, na ordem de 20 bilhões de m³/ano, apenas nos setores sucroalcooleiro e na produção de alimentos.

O atual contexto energético favorece a busca de alternativas aos atuais combustíveis. “No ano passado fizemos o ônibus europeu, o Euro 6, rodar três mil quilômetros dentro de Itaipu com combustível produzido em Santa Helena, a 100 km de Itaipu. Isso significa dizer que tivemos o máximo de tecnologia europeia conjugada com a máxima tecnologia de combustível, o nosso biometano”, explicou Bley Jr.

O autor defende, ainda, que o biogás é a fonte mais semelhante à energia hidráulica. “(Ele) pode ser armazenado e a energia gerada pode ser despachada de forma constante, não produzindo impactos nas redes de distribuição”, concluiu.

A Itaipu
Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional foi responsável, em 2013, pelo abastecimento de 17% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75% do Paraguai. Desde 2003, Itaipu tem como missão empresarial “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”. A empresa tem ainda como visão de futuro chegar a 2020 como “a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional”.

Fonte: imprensa@itaipu.gov.br

[wzslider autoplay="true"]

04022015185645 04022015185647 0402201518564904022015185655  04022015185653  04022015185656 0402201518565804022015185651

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Talvez você se interesse por estes artigos

Fechar Menu