21 de setembro: Dia Mundial de Combate ao Alzheimer

Dados da Associação Internacional Alzheimers Disease Internacional (ADI), com sede na Inglaterra, apontam que atualmente há cerca de 36 milhões de indivíduos portadores do Mal de Alzheimer. Para 2030, a previsão é que o número aumente 85%. A estimativa revela que a América Latina tropical, onde está localizado o Brasil, será a região com maior aumento percentual, cerca de 146%.

São números alarmantes que serão lembrados na próxima segunda-feira, 21 de setembro, Dia Mundial de Combate ao Alzheimer. Segundo a médica Ester London, chefe do serviço de neurologia do Hospital VITA Batel, a doença acomete cada vez mais pessoas.

Atualmente, é responsável por 60% dos casos de demência em idosos. Segundo a ADI, cerca de 5% dos brasileiros com mais 65 anos sofrem de Alzheimer. A estimativa é de que atualmente cerca de 1,2 milhão de brasileiros sejam portadores da doença degenerativa, sendo que muitas delas ainda não foram diagnosticadas. 

Segundo Ester, depois dos 65 anos de idade, a chance de alguém desenvolver a doença duplica a cada cinco anos. Com 85 anos de idade, as chances são de 50%. A médica explica que um paciente demora anos para saber que é portador de Alzheimer. Uma das causas é o fato dos sintomas da doença, como perda de memória e raciocínio lento, serem interpretados pelos parentes como consequências do envelhecimento e não uma enfermidade.

Sintomas – A doença neurológica degenerativa afeta a memória, fala e a noção de espaço e tempo do indivíduo, podendo provocar apatia, delírios e, em alguns casos, comportamento agressivo. Um dos primeiros sintomas é a perda de memória para fatos recentes. Depois, ocorre a desorientação quanto a lugares e datas e mudança de humor e comportamento – irritabilidade e agressividade. Na fase avançada, a pessoa pode ter alucinações, dificuldade na fala e na alimentação. Além disso, pode não reconhecer mais os familiares e torna-se totalmente dependente.

Pesquisas realizadas pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN) apontam que 95% das vítimas morrem até cinco anos após apresentar os primeiros sintomas e que a maioria das mortes é registrada em brancos e na Região Sudeste.

Diagnóstico – Se dá através de entrevista (história de vida, clínica, familiar, idade, escolaridade), teste cognitivo (miniexame do estado mental, teste do relógio, teste de fluência verbal), e posteriormente por meio de exames laboratoriais (hemograma completo, hormônios tireoidianos, enzimas hepáticas) e de imagem (tomografia, ressonância magnética).

Principais grupos e fatores de risco – Em geral, a doença de Alzheimer afeta pessoas com mais de 65 anos, mas existem pacientes com início por volta dos 50 anos. As causas da doença não são totalmente conhecidas, alguns estudos citam fatores importantes para o desenvolvimento da doença como: pré-disposição genética, escolaridade, hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral (AVC) prévio, colesterol aumentado e idade avançada.

Tratamento – Ao apresentar qualquer um dos sintomas, o paciente deve buscar um neurologista para ser avaliado. O tratamento visa retardar o máximo possível a evolução da doença e orientar a família sobre a evolução da mesma.

Prevenção – Pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, sugere sete medidas que podem evitar milhões de casos de Alzheimer em todo o mundo. Os fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação. Para os cientistas, metade dos casos da doença no mundo se devem a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.

Outro estudo sobre prevenção da doença refere-se à alimentação. Durante 10 anos, cerca de mil pessoas foram acompanhadas por pesquisadores norte-americanos. Os participantes que seguiram a dieta MIND – junção dos nomes da dieta Mediterrânea e da dieta Dash (Dietary Approaches to Stop Hypertension – Abordagem dietética para parar hipertensão, em tradução livre) – tiveram risco para Alzheimer reduzido em 53% em comparação com as pessoas que fizeram outras dietas.

Confira lista de alimentos que compõem a dieta Mind: 
Ingerir todos os dias: Grãos integrais (três ou mais porções), folhas verdes (uma porção), outros vegetais (uma ou mais porções) e uma taça de vinho (preferencialmente o tinto).
Na maioria dos dias da semana: Castanhas (como amêndoas e noz) e azeite de oliva (se possível, usar também no preparo das refeições).
Algumas vezes por semana: Vagens (como feijão e lentilha), mirtilo, morango e aves.
Ao menos uma vez por semana: Peixes

Alimentos que devem ter o consumo reduzido: 
Manteiga ou margarina (menos de uma colher de sopa por dia)
Fast food e frituras (menos de uma porção por semana)
Queijos gordurosos (menos de uma porção por semana)
Carne vermelha (menos de quatro vezes por semana)
Bolos, tortas e outros doces (menos de cinco porções por semana)

Central Press

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