3,7 mil alunos estudam e compartilham as diversidades climáticas e como são tratadas na cultura popular de Norte a Sul do país

Em um país como o Brasil, que tem 8,5 milhões de Km² de extensão, as condições climáticas apresentam, no mesmo dia, diferenças radicais. Enquanto Porto Velho – RO está ensolarada e com temperatura na casa dos 37º C, em Belo Horizonte – MG chove e a máxima não passa dos 24º C, e em Curitiba – PR é impossível sair sem casaco, pois os termômetros registram 10º C. Entender essas variações é um desafio para meteorologistas e, durante três meses, também foi para cerca de 3,7 mil alunos do Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo que participaram do projeto Nossa Região, como está o tempo?, realizado peloEducacional, conjunto de soluções para a sala de aula da Positivo Informática Tecnologia Educacional.
O projeto teve três etapas: na primeira, os alunos mediram e registraram as temperaturas diariamente, durante duas semanas. Depois, realizaram entrevistas com familiares e professores para descobrir como as pessoas sabiam sobre o tempo antes da tecnologia, as brincadeiras preferidas em dias de sol ou de chuva e as curiosidades e superstições relacionadas ao tempo nas décadas passadas. Foram realizadas 70 entrevistas, que revelaram 78 brincadeiras antigas e atuais, 19 curiosidades – como, por exemplo, de que forma nasce um arco-íris ou quais são os pontos mais frios e mais quentes da Terra – e 121 boletins meteorológicos. Na terceira fase, os alunos se transformaram em repórteres e apresentaram, por meio de áudios e vídeos, a previsão do tempo em suas respectivas cidades. Cinco turmas de escolas de Parnamirim (RN), Sorocaba (SP), e Piracicaba (SP) ainda participaram de uma etapa opcional e procuraram identificar um relógio de sol em suas cidades e recriá-lo na própria escola.
Ao mesmo tempo em que investigaram as diferenças climáticas, os alunos conheceram as expressões típicas de cada região do país relacionadas ao tempo e à temperatura, o sotaque, brincadeiras regionais etc., e compartilharam o material com outros alunos e professores conectados ao Educacional.  “Criamos o projeto Nossa Região em 2002 e, desde então, a cada ano nos surpreendemos com sua força para estimular a pesquisa, a produção e a troca de materiais pelas próprias crianças. É uma geografia do Brasil no olhar de milhares de alunos de todo país. Uma atividade multidisciplinar que gera um grande banco de dados geográfico, histórico e cultural e um ótimo exemplo de integração das novas tecnologias ao trabalho de nossas escolas, que amplia possibilidades para os que buscam construir competências e não apenas transmitir conteúdos”, diz Luca Rischbieter, consultor pedagógico da Positivo Informática Tecnologia Educacional.
Abaixo, alguns trabalhos desenvolvidos pelas escolas durante o projeto Nossa Região, como está o tempo?
Complexo Educacional Contemporâneo – Natal/ RN
Durante o projeto, pais, tios e avós contaram aos estudantes de oito turmas dos 1º, 2º, e 3º anos do Ensino Fundamental que antes da tecnologia e da apresentação de boletins meteorológicos em telejornais, a previsão do tempo era feita por meio da observação do céu, das nuvens e da vida animal, que tomavam banho de chuva e que, nos dias de calor, brincavam de amarelinha e de pular corda. Para mostrar o sotaque natalense, os alunos apresentaram boletins meteorológicos durante o Jornal do Contemporâneo, com um âncora e repórteres de rua que informavam as condições climáticas e davam dicas de como as pessoas podiam se vestir. Durante o intervalo de aula, algumas turmas ainda conheceram de perto o funcionamento de um relógio de sol.
Centro Educacional Montessoriano Reino Infantil – São Luis/ MA
Com sotaque ludovicense, alunos de quatro turmas do 1º ano do Ensino Fundamental compartilharam as temperaturas mínimas e máximas da região com os colegas conectados ao Educacional. São Luís é conhecida por ter um período seco, que acontece entre os meses de agosto a dezembro, e outro bastante chuvoso, que ocorre entre janeiro e julho. Durante o projeto, além da apresentação de boletins, os estudantes se divertiram com brincadeiras como “o mestre mandou”, “cabra cega”, “bambolê” e “amarelinha”.
Escola Interativa – Fazenda Rio Grande/ PR
A turma do 3º ano do Ensino Fundamental entrevistou os familiares para descobrir do que eles mais gostavam de brincar em dias de sol e de chuva. Os passatempos mais citados, como vôlei, bicicleta e corda foram colocados em prática pelos alunos no pátio do colégio.
A mesma turma desenvolveu um áudio com o boletim meteorológico de Fazenda Grande e o compartilhou com alunos de outros pontos do país. Durante essa troca, concluíram que enquanto no Norte e Nordeste se falava em altas temperaturas, na cidade paranaense, fazia muito frio.
Colégio Coração de Maria – Esteio/ RS
Os alunos do 3º e 4º ano do Ensino Fundamental gravaram áudios recheados de expressões locais como “Mas, bah tchê tá tão calor que eu estou suando igual à tampa de chaleira!” ou “Hoje tá bom pra ficar lagarteando no sol” ou “Hoje tá frio de renguear o cusco”, e compartilharam com os colegas de outras partes do país toda a riqueza da região. Além de informar a temperatura, os alunos também compararam brincadeiras do passado com as de hoje e descobriram que algumas delas sobreviveram ao tempo, como pega-pega e dominó.
CLQ – Colégio – Piracicaba/ SP
Os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental se transformaram em âncoras e repórteres e transmitiram, simultaneamente, a previsão do tempo em diferentes cidades do estado de São Paulo, como Piracicaba, Capivari e a capital paulista. Nas apresentações, usaram diversas expressões comuns à meteorologia como a velocidade dos ventos e umidade. Além disso, exploraram recursos audiovisuais por meio de mapas, imagens, sons e animações. Os estudantes se inspiraram no relógio de sol de Piracicaba, localizado na Rodovia Fausto Santo Mauro, para criar um objeto semelhante, usando apenas pedaços de papelão. O passo-a-passo foi disponibilizado para todos os alunos conectados ao Educacional. Nas entrevistas com pessoas mais velhas, os alunos descobriram que, antigamente, a natureza era bastante observada para chegar à conclusão de qual seria a temperatura do dia.
Colégio Dom Aguirre – Sorocaba – SP
Alunos de seis turmas do 2º ano do Ensino Fundamental conversaram com idosos e professores para desvendar os mistérios do clima e da cultura popular. Em entrevista concedida à turma do 2º F, a coordenadora pedagógica Mônica Caruso revelou que as estações do ano eram mais bem definidas antigamente e que os mais velhos eram muito sábios. “Meus avós moravam na fazenda e só de olhar para o céu já sabiam se ia ou não chover”, contou. Durante a última etapa do projeto, a turma do 2 º ano E simulou uma situação de chuva real em um palco de teatro. Enquanto os âncoras apresentavam o jornal e o repórter informava que o tempo era chuvoso, outros alunos agasalhados e com guarda-chuvas corriam ao som da tempestade.
Para complementar, foram apresentadas imagens do relógio de sol da Faculdade de Engenharia de Sorocaba – FACENS.
Colégio Reino do Ensino São Paulo – São Paulo/ SP
Turmas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental fizeram entrevistas pessoais e escritas, e, entre outras descobertas curiosas, ficaram sabendo que antigamente acreditavam que quando um burro abanava a orelha era sinal de tempestade. Na terceira etapa do projeto Nossa Região, os destaques foram as turmas do mini maternal A, B e C que gravaram vídeos e boletins meteorológicos, simulando situações de frio e chuva.
Sobre a Positivo Informática
A Positivo Informática (BM&FBOVESPA: POSI3) é a maior fabricante brasileira de computadores e tem destacada presença na Argentina. Emprega cerca de 4,5 mil colaboradores em suas fábricas no Brasil, localizadas em Curitiba (PR), Manaus (AM) e Ilhéus (BA), e na Argentina, na Terra do Fogo e em Buenos Aires. Integram seu portfólio de produtos desktops, notebooks, tablets, smartphones e celulares. Presença em mais de 10 mil pontos de venda no Brasil e 2 mil na Argentina, além de contar com cerca de 7 mil revendedores cadastrados em todo o Brasil. Mais informações disponíveis em http://www.positivoinformatica.com.br/ri.
Criada há vinte anos, a  Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática oferece soluções que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem e transformam a sala de aula em um ambiente estimulante e desafiador para os alunos. São portais,  mesas educacionais, plataformas, aplicativos e conteúdos digitais, equipamentos para escolas, alunos e professores e  programas de formação e acompanhamento pedagógico presentes em cerca de 14 mil escolas em todo o Brasil e em mais de 40 países. Mais informações sobre a Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática:www.positivoteceduc.com.br
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