Agenda do setor produtivo nacional, com ênfase no agronegócio, tem governança da sustentabilidade

Ainda que haja um longo caminho a ser percorrido no que tange a aplicação eficaz dos conceitos de sustentabilidade e governança nas grandes empresas, a mentalidade do empresariado frente os temas está cada vez mais aberta. Esse comportamento, tendo em vista as exigências dos consumidores, a legislação brasileira e uma inevitável escassez de recursos caso o meio ambiente não seja preservado, tem resultado em mudanças cruciais nas estratégias de negócios do setor produtivo nacional que visam à implantação de práticas sustentáveis.
Tal premissa é resultado de um amplo acompanhamento que vem sendo realizado por meio da existência do Fórum Sustentabilidade e Governança – O novo paradigma do desenvolvimento. Desde 2012, o objetivo do encontro é aferir o entendimento dos participantes, composto em sua maioria por executivos com poderes de decisão estratégica e operacional, formando assim um valioso banco de dados que visa detectar alterações na abordagem global da governança da sustentabilidade.
Durante a IV edição do evento, realizado em Curitiba (PR) em meados de agosto, uma seleta mostra de representantes da alta direção de empresas provenientes de diversos setores da economia, entre os quais, financeiro, sucroenergético, celulose e papel, processamento e envase, biotecnologia industrial, agronegócio, além de profissionais ligados a organizações associativas setoriais, apresentaram cases e debateram o futuro da gestão empresarial sustentável.
Desenvolvimento de negócios em um cenário de incertezas
Um bom exemplo vem da cadeia do agronegócio brasileiro, hoje responsável por 25% do PIB, 40% das exportações e 30% dos empregos. O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Cornacchioni, destaca as ações sustentáveis que estão sendo viabilizadas em prol das lavouras, visto que a expectativa é aumentar a produção de alimentos em 80% até 2050 (o que irá alimentar 9,7 bilhões de pessoas).
“Temos algumas iniciativas importantes e que trazem eficiência para a cadeia, como a agropecuária de baixo carbono, pastagens degradadas e adaptação frente às mudanças climáticas”, explica. Vale lembrar que a maioria das trades que operam no país concorda em não comprar grãos de áreas desmatadas até 2030.
Ao longo dos anos, a STCP Engenharia de Projetos e Milano Consultoria e Planejamento disponibiliza os resultados das pesquisas que realiza com o público do Fórum Sustentabilidade e Governança no evento subsequente de modo a identificar tendências e contribuir na tomada de decisões executivas – estratégicas e/ou operacionais – no dia a dia de trabalho, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a eficiência e eficácia dos negócios e contribuir com a discussão perante a mídia e sociedade. (redacao@contenido.com.br)

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