Doação de Órgãos: Não basta querer. Tem que avisar

O transplante é uma das mais marcantes histórias de sucesso da medicina. Entretanto apesar dos contínuos avanços da ciência e da tecnologia, a necessidade de órgãos e tecidos é imensamente maior que o número disponível para transplante. O transplante é capaz de prover esperança para milhares de pessoas com falência orgânica, restituindo uma vida plena e renovada.
Apesar das campanhas educativas realizadas pelo governo e terceiro setor, concepções erradas e equívocos ainda persistem na sociedade a respeito da doação e alocação de órgãos para transplante. Doar órgãos é um gesto de amor.
A maior parte da origem dos órgãos utilizados para transplante é proveniente do doador cadáver, aquele paciente que em virtude de alguma condição médica apresenta o diagnóstico de morte encefálica.
Este paciente, quando assim diagnosticado em ambiente de Unidade de Terapia Intensiva, é declarado morto, mesmo se ainda apresentar batimentos cardíacos e outras funções orgânicas preservadas.
Após esse diagnóstico é que o paciente passa a ser considerado como potencial doador de órgãos para transplante. Segundo a nossa legislação, a doação de órgãos para transplante somente é realizada com expressa autorização familiar.
Nesse momento, de extrema dor, pesar e luto familiar, é que a autorização para a doação de órgãos é requisitada. 46% das famílias se recusam a autorizar a doação de órgãos.
Essa alta taxa de negativa familiar não ocorre por falta de compaixão da família. Inúmeros fatores como desconhecimento do processo de doação, dúvidas quanto a transparência da distribuição de órgãos, a existência de diversos mitos a respeito do tema e principalmente o desconhecimento do desejo de doar de seu familiar.
Doravante o lema adotado para a campanha desse ano é: Não basta querer. Tem que avisar! O intuito é estimular a discussão do tema no seio familiar, disseminando a necessidade de expressão desse desejo, em conjunto com ações educativas para reforçar a positividade do ato.
Além das diversas outras ações delineadas para a campanha, o simpósio sobre o tema ocorrerá no anfiteatro do Hospital do Rocio, em Campo Largo (PR), em parceria com o Instituto para Cuidado do Fígado, nos dias 28 e 29 de setembro, apresentando a seguinte programação (aberta ao público):
16h – Doar órgãos é um gesto de amor. Panorama sobre a necessidade, a importância e mitos que cercam o tema.
16h30 – Morte encefálica. Esclarecimentos e compreensão do tema.
17h00 – Sistema Nacional de Transplantes. Esclarecimentos da lisura e transparência do funcionamento do sistema de distribuição de órgãos para transplante.
17h30 – Comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante (CIHDOTT). Informações do funcionamento da comissão do hospital.
18h00 – A doação e o transplante na vida das pessoas. Discussão do impacto da doação, com depoimentos e troca de ideias com famílias doadoras e pacientes transplantados.
Após o encerramento das atividades será realizado uma confraternização com coffee-break.
Como ajudar o ICF:
Há quase cinco anos, nascia em Curitiba (PR), o Instituto para Cuidado do Fígado (ICF). Idealizado pela equipe médica do Centro Digestivo e Transplante de Órgãos (CDTO), que trabalha de forma voluntária, o instituto visa atendimento 100% gratuito. As consultas são feitas no Edifício ASA, em Curitiba, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e os médicos orientam desde o diagnóstico da doença até o término do tratamento, seja ele tomando remédios ou realizando um transplante.
Para quem deseja ser um “Amigo do Instituto para Cuidado do Fígado” pode apadrinhar a causa se cadastrando no site www.icfigado.org.br. Outros valores podem ser doados para a conta do ICF no Banco do Brasil, Agência 1876-7, Conta corrente 35251- 9.
Instituto para Cuidado do Fígado
Rua Voluntários da Pátria, 475, cj 905a – Edifício ASA
Curitiba – Paraná
Telefones: (41) 3223-2219



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