Itaipu se mobiliza para ajudar atingidos pela tempestade

A Itaipu Binacional se mobilizou nesta terça-feira (8), em diferentes frentes, para ajudar a população de Foz do Iguaçu atingida pelo vendaval na segunda-feira (7).  A empresa abriu um fundo emergencial de repasse R$ 50 mil para a Prefeitura. Além disso, fez uma campanha interna de mobilização e montou um posto de arrecadação de doações na antiga Cobal, na Avenida Araucária, na Vila A. Ainda de noite e madrugada, a Itaipu repassou todo o estoque de lona preta para os atingidos.
Cerca de 50 empregados, aposentados, estagiários e terceirizados da binacional já estão trabalhando como voluntários na triagem das mercadorias doadas e no auxílio direto aos atingidos.
A função dos funcionários de Itaipu foi digitalizar o cadastro das fichas que passaram pela triagem. Não há previsão para o término do trabalho, que deve continuar na quarta-feira (9).
Chuvas intensas acompanhadas de granizo e ventos de mais de 75 quilômetros por hora causaram destruição por toda a região. A grande Porto Meira é uma das mais afetadas, assim como todo o Sul da fronteira, incluindo Puerto Iguazú, na Argentina, e Puerto Franco, no Paraguai. O principal problema é o destelhamento de casas. Segundo a Prefeitura, que decretou estado de emergência, foram atingidas ao menos 60 mil pessoas, de 20 mil famílias. Um prédio em construção de quatro andares desabou.
O vendaval também causou estragos em outras partes do Paraná, com ventos registrados de 113 quilômetros.
Na Itaipu, o trabalho é coordenado pelo Programa Força Voluntária, que está mobilizando voluntários para colaborar no socorro às vítimas da tempestade e abrindo postos de arrecadação dentro e fora da usina, fazendo a triagem de materiais e promovendo outras ações.
Doações
As doações mais urgentes são lonas, telhas (tipo Eternit), alimentos não perecíveis, água e produtos de limpeza. Todo o estoque de lonas que estava no almoxarifado de Itaipu foi repassado.
“Ainda pode chover, mas sem granizo ou vendavais”, diz meteorologista da Itaipu
O temporal foi causado pela chegada de uma área de instabilidade que provocou queda brusca de temperatura, favorável à formação de granizo, segundo o meteorologista Marcelo Brauer Zaicovski, da Divisão de Estudos Hidrológicos e Energéticos da Itaipu Binacional.
Com o tempo mais estável, não há risco iminente de outra tempestade como a de segunda-feira. “Ainda pode chover, mas sem granizo ou vendavais”, afirmou. “Os estragos foram condizentes com essa condição de vento forte, chuva concentrada e queda de granizo”, informou. “Chegamos a registrar 27°C, à tarde. Em três horas, a temperatura caiu seis graus, chegando a 20°C às 22h. É muita diferença”, completou. Em uma hora, choveu o equivalente a 20% da precipitação média histórica do mês de setembro, acumulada em 147 mm. 
Na região do Aeroporto de Foz do Iguaçu, onde ficam os bairros mais atingidos, foram 23,2 mm de chuva concentrada em uma hora, com rajadas de vento de 75 km/hora entre as 20h e 21h. O volume equivale a 23 litros por metro quadrado.
Na usina de Itaipu, a precipitação foi de apenas 3,5 mm, nesse mesmo horário. As rajadas de vento no lado paraguaio da usina chegaram a 64 km/hora.
Segundo o meteorologista, áreas de instabilidade como a dessa segunda-feira são comuns neste período, com a entrada da primavera. “Os efeitos é que nem sempre são os mesmos”, completou.
Imprensa Itaipu

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