Nova coleção completa arte líquida da Morada Cia Etílica

Sabe aquela história de que você nunca provou nada igual? Pode até parecer clichê de propaganda de cerveja, mas as criações da Morada Cia Etílica, de clichê, não têm nada. O sabor dentro de cada garrafa é diferente de tudo que você já experimentou e é assim que o cervejeiro André Junqueira traça o caminho da cervejaria cigana nascida em Curitiba. 


Desde que surgiu, a Morada desenvolve sabores em busca de novas possibilidades. “Não trabalho com cervejas extremas, mas com cervejas ousadas, às vezes estranhas. Elas são ricas em personalidade. Por isso, nem todo mundo vai apreciar todos os nossos rótulos, mas quando a pessoa se identifica com aquela combinação de sabores, a paixão é inevitável.”, comenta Junqueira.


Sem perder sua essência, a Morada Cia Etílica lança neste mês de setembro a coleção “Delícias Ácidas de Verão”, que é composta por duas cervejas de linha e por uma cerveja sazonal. São elas: a Cupuaçu Sour, a CDB e a Abera Base. 


Os nomes são fruto da criatividade do cervejeiro e sua equipe. A Cupuaçu Sour, como próprio nome já diz, leva o fruto brasileiro e pode até lembrar uma “cider”, já que tem acidez marcante, aroma frutado e absolutamente nada de amargor. Feita em parceria com o americano Brian Strumke, da cervejaria (também cigana) Stillwater Artisanal, a bebida tem na composição a pura polpa da fruta cultivada em Ilhéus (BA).


Já a sigla CDB remete ao folclórico “cu-de-burro”, o clássico botequeiro onde se mistura suco de limão e sal, seja na borda da latinha ou num copo americano ao lado, para a cerveja ficar mais refrescante. A Abera é uma homenagem ao apelido carinhoso que os paranaenses deram para a cerveja.


Todas são produzidas utilizando a adaptação de uma técnica medieval, onde as cervejas passam por uma acidificação. “O processo leva um passo a mais, onde usamos lactobacilos, uma bactéria que consome açucares dos maltes e produz ácido lático, transformando o mosto antes de virar cerveja. Esse processo muda o tripé das cervejas, sai o amargor e o dulçor e entra a acidez fazendo com que elas sejam mais refrescantes e com sabores mais brilhantes”, explica o cervejeiro. 


Cupuaçu Sour (5,5% Abv, 7 IBU, 3,5 pH)


É inspirada em uma “Oatmeal Berliner Saison”, leva aveia ao invés de trigo e tem polpa de cupuaçu. É extremamente ácida, seca, frutada e refrescante. Com 5,5% de álcool, só maltes claros foram usados nessa cerveja.”Eu pesquisei para encontrar a melhor polpa e escolhi um produtor na Bahia, perto de Ilhéus, uma região maravilhosa para a produção desse tipo de fruta. Trouxe o cupuaçu fresco e adicionei na fermentação”, conta Junqueira.


Morada CDB (4,8% Abv, 8 IBU, 3,7 pH)


Essa cerveja é inspirada na “Oatmeal Gose Saison”, também um estilo alemão de cerveja acidificada, que tem um leve toque de sal marinho. Ela leva cascas de limão tahiti na fervura, que serve para temperar e dar notas cítricas à bebida, além do lúpulo “Sorachi Ace”, que traz notas florais cítricas lembrando limão. Essa cerveja tem 4,8% de álcool, um final bem seco e um perfume bem interessante.”A sensação de salinidade quando você prova, chega a ser um susto na boca”, enfatiza André.


Abera Base (9,5% Abv, 28 IBU, 3,3 pH) e Abera Brut


Essa é uma cerveja dois em um. A receita foi desenhada por André Junqueira, por Brian Strumke, da marca americana Stillwater, e por Fernando Camargo, da Vinícola Franco Italiano. “Eu fiz a mediação dessa história toda para nós entendermos o que era possível fazer em uma receita de cerveja que usasse o método champenoise, que é o método tradicional pra transformar uma cerveja em um espumante”, conta André.


Essa cerveja tem uma base acidificada, com 9,5% de álcool e é fermentada com uma levedura selvagem especial que gera aromas tropicais frutados extra maduros e complexos. O lote dessa bebida foi dividido em duas partes. Uma foi para vinícola e lá vai passar de dois a três anos em processo de espumatização, até que fique pronta ese transformeem champagne. A outra parte do lote foi engarrafada, antes do processo de espumatização. 


A Abera Base está sendo lançada agora no mercado e a Abera Brut poderá ser degustada apenas daqui a um tempo. “Gostamos da experiência com a Double Vienna Brut (outra cerveja champenoise da Morada) e decidimos criar algo ainda mais surpreendente”, explica o cervejeiro cigano. 


O Futuro


Com cinco anos de existência, a Morada, que já desenvolveu receitas em parceria com cervejeiros dos Estados Unidos e da Bélgica, possui uma estrutura sólida para dar sequência ao projeto que propôs desde que foi concebida: se tornar uma Cia Etílica.


Até o final de 2015 será lançada a linha de sidras artesanais de fermentação espontânea e sem adição de leveduras, que serão produzidas pela vinícola Piagentini, em Caxias do Sul (RS). As maçãs foram selecionadas de produtores das serras gaúcha e catarinense, e a linha será lançada em três sabores: uma com abacaxi e flor de hibisco, uma com melado de cana e maturação em amburana e uma lupulada, com dry hopping de lúpulos aromáticos.


Outro projeto audacioso da marca é o lançamento de destilados. Com inspiração amazônica, a linha será lançada no início do ano que vem, em parceria com a Cabôca. Para isso, está sendo construído em Belém do Pará um espaço inovador, composto por um “brewpub” e uma destilaria. Com 1.500 m² de área construída, o empreendimento será um centro de cultura gastronômica da Amazônia. A inauguração será no dia 12 de janeiro de 2016, aniversário de 400 anos da cidade.


Como se não bastasse, será lançada no inverno de 2016 a linha de hidromel – também em produção conjunta com a Vinícola Franco Italiano. Serão fermentados a base de mel de floradas nativas, de produtores do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo, com diferentes tipos de ingredientes brasileiros. (centralpress@presskit.com.br)

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