Primeiros resultados sobre os novos tratamentos para a hepatite C

Nesta semana, os principais especialistas em fígado do Brasil estarão reunidos, em São Paulo (SP), durante o XXIII Congresso Brasileiro de Hepatologia. Entre os temas abordados no evento, destaque para o novo cenário da hepatite C, que no segundo semestre deste ano passou a contar com novos tratamentos que elevam a chance de cura da doença para até 90%. “Além da chance cura acentuada, o novo modelo de combate à hepatite C reduz de forma considerável os efeitos adversos e o tempo de tratamento – atualmente de até 48 semanas – para 12 ou 24 semanas. Agora que temos tratamento com alta taxa de cura, precisamos achar as pessoas que têm o vírus e não sabem”, explica o gastroenterologista Hugo Cheinquer, diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e palestrante sobre as primeiras impressões a partir dos novos tratamentos para a hepatite C.
A hepatite C
A hepatite C é uma doença contagiosa causada pelo vírus C (VHC). A transmissão ocorre, dentre outras formas, por meio de transfusão de sangue, compartilhamento ou uso de materiais contaminados como seringas, objetos de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar), alicates de unha, além de outros materiais perfurocortantes usados na confecção de tatuagens e colocação de piercings. O vírus também pode ser transmitido pela via sexual e vertical (de mãe para filho). Estimativas apontam que cerca de 3% da população mundial possa ter sido exposta ao vírus e desenvolvido infecção crônica, o que corresponde a 185 milhões de pessoas.
Na maioria das vezes a doença é assintomática, mas em alguns casos surgem sintomas como vômitos, náuseas e mal-estar. A prevalência é a mesma entre homens e mulheres, sendo que em pessoas com mais idade a progressão pode ser mais rápida. A ingestão de bebidas alcoólicas também pode acelerar a progressão da hepatite C. O teste para detecção da doença é fácil, rápido, gratuito e está amplamente disponível na rede pública. vinicius@tinocomunicacao.com.br

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