11 de outubro – Dia Mundial de Combate à Obesidade

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura no organismo e quejá está sendo tratada como o mal do século por médicos e especialistas no Brasil e no mundo, devido ao seu crescimento acentuado e doenças relacionadas.
A última pesquisa internacional divulgada este ano, aponta o Brasil como o 5º no ranking mundial, com 60 milhões de pessoas acima do peso e 22 é milhões de brasileiros considerados obesos. 
Outra informação relevante, divulgada no último mês de setembro, é que 46% dos centros que oferecem o tratamento cirúrgico para obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil estão no Paraná (19%) e em São Paulo (27%). A maior produtividade dos hospitais certificados também fica concentrada nestes dois estados, com 73% divididos entre os dois centros. Deste total, o Paraná é responsável por 46% – segundo estado do país – dos atendimentos realizados nos centros cadastrados para atender pelo SUS.
No entanto, estima-se que 3,5 milhões de brasileiros são elegíveis para o tratamento cirúrgico da obesidade na rede pública, mas apenas 0,2% deles são atendidos. Mesmo com um número alto de brasileiros com obesidade grave, seis estados não possuem nenhum hospital certificado para realizar cirurgias bariátricas pelo SUS: Amapá, Amazonas, Goiás, Piauí, Rondônia e Roraima.
Os dados sobre credenciamento de hospitais para realizar cirurgias bariátricas pelo SUS foram apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCBM) e Ministério da Saúde (MS).
Com base nestes fatos torna-se ainda mais evidente a necessidade de medidas eficazes. É preciso promover o diálogo entre cirurgiões e o Ministério da Saúde e integrar as políticas de Atenção Básica e Atenção Especializada, somando esforços na promoção da saúde no Brasil.
É urgente a implementação de políticas públicas para reduzir a obesidade em todas as faixas etárias e classes sociais. Precisamos de ações que vão desde campanhas de prevenção, passando pela inclusão da educação alimentar nas escolas, o estímulo a uma consciência crítica sobre doenças associadas a má alimentação, incentivo a participação e a promoção do controle da obesidade por meio da prática de modalidades esportivas, até mesmo de medidas mais rigorosas que aumentem a publicidade sobre os alimentos saudáveis, reduzindo a publicidade de produtos calóricos.
Políticas públicas eficientes podem controlar o avanço da obesidade e mudar o quadro para o futuro.
É preciso lembrar, que a saúde é uma responsabilidade dividida e, por isso, é necessário a participação de todos os setores da sociedade na aplicação de uma estratégia nacional. Nos países desenvolvidos, quando a obesidade aumenta os governos trabalham intensamente para reduzir os índices e é isso que queremos.

Caetano Marchesini é Cirurgião Bariátrico e Endoscopista especializado em Obesidade, Membro da Federação Internacional de Cirurgia para Obesidade, Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e Membro titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.


cerestb@gmail.com

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