A epilepsia, doença neurológica causada por uma disfunção nas células cerebrais (neurônios), é mais comum na infância. Isso acontece, pois nesta época da vida o cérebro é imaturo e vulnerável a insultos, tais como, infecções virais, bacterianas e acidentes (traumatismos do crânio). O pouco conhecimento sobre a doença, ainda faz muitas pessoas acharem que as crianças portadoras de epilepsia não devem frequentar a escola, mas o que muitos não sabem é que a maioria das crianças com epilepsia tem capacidade cognitiva adequada para frequentar a escola e devem ser estimuladas a aprender.
Segundo Dra. Adélia Henriques Souza médica neurologista e presidente da Liga Brasileira de Epilepsia – LBE, os pais devem tratar a condição de saúde do filho de maneira natural com a escola. “Se existe a possibilidade de a criança ter crises durante a aula, os colegas e professores devem estar preparados e dispostos a ajudar”. A neurologista ressalta a importância de a criança sentir-se igual aos outros alunos e ter tenha os mesmos direitos, deveres e que respeite as mesmas regras escolares. É de extrema importância que a criança mantenha um tratamento adequado, pois medicamentos em doses excessivas ou incorretas podem comprometer a atividade escolar, causando fadiga, sonolência e diminuição da atenção.
Apesar de a prática de atividades físicas ainda ser um problema na vida escolar dos portadores de epilepsia a criança não deve ficar longe dos exercícios, pois a praticá-los ajuda no desenvolvimento. “A prática excessiva de qualquer atividade deve ser evitada e alguns esportes não devem ser praticados tais como: exercícios em barras, andar de bicicleta em ruas movimentadas, subir em árvores, alpinismo, asa delta, etc. A natação é possível, após controle clínico da epilepsia e sob supervisão”, alerta Dra. Elza.
Liga Brasileira de Epilepsia
A Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) é uma associação civil, sem fins lucrativos que foi fundada na cidade do Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1949. A LBE congrega médicos e outros profissionais dedicados à saúde das pessoas com epilepsia, tem a missão de promover recursos para o ensino e pesquisa destinados à prevenção, diagnóstico e tratamento da epilepsia. É associada à Internacional League Against Epilepsy (ILAE) e ao Internacional Bureau For Epilepsy (IBE), dos quais recebeu o título de Capítulo Brasileiro e o poder para representá-las no Brasil. Atualmente compõem a diretoria, Dra. Adélia Henriques Souza (presidente), Dr. Ricardo  Amorim Leite (secretário), Dra. Valentina Nicole de Carvalho (tesoureira) e Dra. Maria Luiza Manreza (Secretária Permanente).

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