Entenda a importância da Campanha Nacional de Vacinação

Vacinas são medicamentos ou procedimentos de cura? O que está presente em uma vacina? Quando devo ser vacinado? Se você não sabe ao certo porque as campanhas de vacinação são tão importantes, não se assuste você não é o único. Grande parte da população brasileira desconhece o porquê das campanhas nacionais de vacinação.
Para ajudar a responder essas questões, nós do Instituto Corpore, entidade que atua na gestão de unidades de saúde, perguntamos aos nossos profissionais as principais funções da vacina, quais são as doenças imunizadas e como funciona o calendário de vacinação.
Para começar é fundamental entender o que é uma vacina. Segundo a chefe de enfermagem Tais Conceição Campos, elas são preparações que têm como objetivo acionar o nosso sistema imunológico para produzir anticorpos, sem que isso nos adoeça. Com a produção dos agentes de defesa nosso organismo se torna inume as doenças. As vacinas são indicadas de acordo com a idade, a profissão e o local, ou ainda, por necessidade ou indicação médica.
O enfermeiro infectologista do Instituto Corpore, Pedro Daumichen Jr., esclarece que o quanto antes da pessoa for imunizada, mais tempo ela se mantém protegida.  Por isso, as principais vacinas são administradas ainda na infância, principalmente no período entre 0 e 6 meses de vida do bebê.
As vacinas também são mais úteis e mais efetivas no controle de doenças infectocontagiosas do que o uso de medicamentos para sua cura, além de ser um método mais barato para controle da saúde pública. Ela é resultado direto de anos de pesquisa e investimento em saúde, e no Brasil, por exemplo, a vacinação foi responsável pela erradicação da varíola e da poliomielite (paralisia infantil).
A enfermeira Tais Campos explica, ainda, em relação as campanhas de vacinação, que elas existem para realizar o controle de uma doença de forma intensiva ou para ampliar a cobertura vacinal para complementar um trabalho de rotina de assistência básica à população. E quanto mais rápido uma população receber as doses de imunização há mais eficácia, pois com isso é possível quebrar a cadeia de transmissão e proteger toda a sociedade de uma doença.
E como é montado o calendário das campanhas de vacinação? “Os calendários são elaborados levando em consideração os riscos e benefícios de cada vacina, e a situação epidemiológica de determinada região”, destaca a chefe de enfermagem. Por isso em determinados períodos do ano temos vacinação em crianças de uma região e depois em outra.
Até o final do ano teremos mais duas datas importantes na campanha de vacinação desse ano. A campanha contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, e contra o HPV. A paralisia infantil é uma doença causada por um vírus que ataca o sistema nervoso e pode paralisar os membros. Já o HPV é o principal causador do câncer de colo de útero, e “a vacina protege contra quatro tipos de mutação (6, 11, 16 e 18), só os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, e os 6 e 11 provocam verrugas genitais”, revela Tais Conceição Campos, chefe de enfermagem do Instituto Corpore.
Treinamentos dos profissionais do Instituto Corpore
Para que a população receba o melhor atendimento possível, a entidade realiza com frequência treinamentos para capacitar seus profissionais. A chefe de enfermagem conta que uma semana antes da campanha é feita a escala dos profissionais de saúde que irão trabalhar atendendo os usuários, e assim é realizada uma capacitação. Neste encontro são abordados aspectos sobre as normas técnicas das vacinas, as informações necessárias como idade da população que será imunizada, e orientações quanto a possíveis reações adversas e como proceder em situações como essa.
Pedro Daumichen Jr., enfermeiro infectologista, conta que ao ser contratado o profissional precisa apresentar a carteira de vacinação para conferir se imunizações como influenza, hepatite B e dupla adulta estão em dia. A imunização de influenza é realizada anualmente, no outono, período que antecede o maior número de casos de gripe. Já hepatite B e dupla adulta (que protege contra tétano e difteria) possuem uma validade de 10 anos. “É essencial que os profissionais estejam protegidos, principalmente aqueles que possuem contato com os recém-nascidos, para protegê-los de doenças que eles ainda não possuem anticorpos”, explica o enfermeiro infectologista.
Dica do Especialista
A chefe de enfermagem Tais Conceição Campos alerta aos pais para que fiquem atentos a caderneta de vacinação de seus filhos. “Toda vez que a criança toma a vacina é reagendado o retorno para a próxima vacina, com o acompanhamento dos pais ou responsáveis, por isso não esqueça a data”, destaca. Qualquer dúvida pode procure o pediatra ou os profissionais da unidade de saúde.
Calendário de Vacinação
Confira o calendário básico das vacinas de rotina e quais doenças são imunizadas.
<juliane@rdopress.com.br>

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