Escritora Adélia Woellner apresenta seu novo livro a crianças da rede pública municipal

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 Lançando “O jardim das Virtudes”, em Curitiba, Adélia conversou com mais de 1200 crianças e 200 professores sobre a importância da prática da leitura desde cedo para a educação infantil
Após visitar dez escolas e palestrar para professores de educação infantil e fundamental, abrangendo aproximadamente 1300 alunos e 200 professores da rede municipal, a escritora e poetisa Adélia Maria Woellner encerrou o ciclo de divulgação do lançamento do seu mais recente livro infantil, O Jardim das Virtudes, baseado em roteiro para teatro de bonecos e publicado pela lei de incentivo à cultura da Fundação Cultural e Prefeitura Municipal de Curitiba.
Ao longo de todo o mês de setembro, a autora, que é membro da Academia Paranaense de Letras e esbanja jovialidade no auge dos seus 75 anos – 50 desses dedicado à arte de escrever – visitou as escolas, conversou com crianças e falou sobre a importância da literatura infantil para a educação e formação do ser humano. Além disso, sua obra foi entregue aos Núcleos Regionais de Ensino (NRE) da capital, para distribuição às escolas, bibliotecas e Faróis do Saber, e entregue pessoalmente pela autora na Biblioteca Pública do Paraná e nas escolas que visitou.
O lançamento oficial aconteceu no dia 11 de setembro, na Escola Municipal Ditmar Brepohl, no Bairro Cidade Industrial (CIC), em Curitiba. Na oportunidade, foi realizada uma série de ações para o encerramento da 1ª Semana Literária Adélia Maria Woellner. Cerca de 450 alunos pesquisaram a vida e as obras da escritora e preparam, além da decoração das salas e ambientes externos da escola, uma apresentação teatral e declamação de poesias.
Não apenas as crianças, mas os professores e funcionários estiveram envolvidos com a presença de Adélia na escola. Todos vestiram uma camiseta ilustrada com a pintura do retrato da escritora, feita por um dos alunos. “As crianças trabalharam seus livros em várias disciplinas por, pelo menos, dois meses. A Adélia era esperada por todos, e a grande maioria dos alunos nunca teve contato com um escritor antes”, conta a vice-diretora, Rosane Cunen.
Emocionada, Adélia agradeceu o carinho e a parceria dos amigos Gil Gabriel (do grupo teatral Almazen) e Heliana Grudzien (a ilustradora do livro), que a acompanhavam durante o lançamento. Gil Gabriel é o criador da estória de Clarinha, Vovô Pedro e Pingo, encenado no espetáculo de bonecos que leva o mesmo nome do livro; e Heliana é, segundo a escritora, “quem veste meus livros com traje de festa, com suas ilustrações”, confessa.
Ela falou para as crianças sobre a sua vida, sobre como e quando começou a escrever e que todos, assim como ela, podem escrever. “Eu sou igualzinha a vocês, também tive dificuldades para aprender a ler e escrever, mas nunca desisti. E todos podem escrever. Imagine que sua mente é uma caixinha, e quanto mais você lê e escreve, mais palavrinhas você vai guardando nessa caixinha, até ela ficar cheia e você poder usar quando e como quiser”, explica Adélia para as crianças
Além da escola na CIC, Adélia ainda passou por outras nove escolas, em bairros como Capão Raso, Bairro Novo, Tatuquara, Xaxim, Vista Alegre, Novo Mundo, Rebouças, Cajuru, Bacacheri e na Biblioteca Pública do Paraná, que recebeu a visita de escola do Município de Pinhais.
Imagens que marcam
Adélia Woellner também palestrou para professores de educação infantil e fundamental da rede municipal de ensino. A primeira foi para cerca de 50 professores da Escola Municipal Ditmar Brepohl e, por último, na Biblioteca Pública do Paraná, ela falou para 150 professores na abertura da Semana Cultural da Educação de Curitiba, dentro do projeto EduCultura, desenvolvido em parceria entre a Secretaria Municipal da Educação e a Fundação Cultural de Curitiba.
Nas duas ocasiões, Adélia frisou a importância dos professores na formação intelectual das crianças e do estímulo ao hábito da leitura e da escrita, desde cedo. “O professor, muitas vezes, não tem ideia de quão fundamental é o seu papel, de como ele marca a vida de uma criança ao lhes ensinar as primeiras letras”, diz, lembrando-se de sua antiga professora, cujas mãos alvas e usando esmalte ‘cor de maravilha’, ainda hoje fazem parte de sua memória. “É a orientação e as ‘mãos’ de vocês que serão lembrados quando essas crianças crescerem, assim como eu ainda me lembro da minha professora.”
Para a autora, o livro infantil é um instrumento de auxílio e fixação para a educação de uma criança; por isso, reforça a responsabilidade que tem o autor ao escrever e divulgar um livro. “A criança tem a capacidade de mergulhar na estória e nas imagens de um livro; ela cria um universo paralelo, absorvendo o texto e criando outras estórias. O adulto, hoje, já está perdendo esse poder”, afirma.
Saindo de todas as escolas com diversas cartinhas, desenhos e pedidos de autógrafos, é esse o subterfúgio que ela utiliza para voltar à sua infância – escrevendo para elas. “Hoje, vivo a criança que não vivi na infância. A história infantil me faz ser criança novamente”, finaliza.
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Legenda: Lançamento de “O Jardim das Virtudes” na escola Ditmar Brepohl, na CIC.
Legenda: Adélia Woellner, durante seminiário para professores da rede pública municipal.
Legenda: Lançamento de “O Jardim das Virtudes” na escola Ditmar Brepohl, na CIC.
Legenda: Adélia Woellner, durante seminário para professores da rede pública municipal.
Legenda: Lançamento de “O Jardim das Virtudes” na escola Ditmar Brepohl, na CIC.
Sobre a autora: Adélia Maria Woellner nasceu em Curitiba (PR), no dia 20 de junho de 1940. Em 1972, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná, foi professora de Direito Penal, entre 1973-1985, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e funcionária da Rede Ferroviária Federal – Regional de Curitiba, onde exerceu funções de relevância, sendo a primeira mulher, na empresa, designada para o cargo de Superintendente Adjunto de Pessoal.
Pertence à Academia Paranaense de Letras (Cadeira nº 15); ao Centro de Letras do Paraná (do qual foi presidente no biênio 98-99); além de várias outras entidades literárias e culturais do Paraná e do Brasil. Entre prêmios e homenagens, recebeu a comenda “Medalha do Mérito Ferroviário” (RFFSA, RJ-1990); a Distinção Honorífica “Medalha de Mérito Fernando Amaro” (Câmara Municipal de Curitiba-2005) e o título de Cidadã Honorária de Piraquara (PR-2008).
Publicou mais de vinte títulos, entre poemas, crônicas, ensaio, pesquisa e literatura infantil. Para o público infantil, além da coleção Valores Humanos (12 volumes), em coautoria com Heliana Grudzien, pela Editora Expressão, editou também Férias no sítio, A menina do vestido de fitas (para colorir), A água que mudou de nome, Festa na cozinha – bom apetite, Vida Livre – a história do papagaio-da-cara-roxa, Coleção Tagarela (5 volumes), e A Menina que Morava no Arco-Íris, cuja história foi adaptada, por Gil Gabriel, como roteiro do teatro de bonecos criado e apresentado pela Almazem Teatro de Bonecos.
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