Futuro dos filhos: conheça 3 investimentos alternativos à poupança

No mês das crianças, as famílias costumam planejar financeiramente o futuro dos filhos, buscando se preparar para gastos futuros. Muitos pais escolhem como primeira opção colocar seu dinheiro na poupança. No entanto, há outras alternativas com rendimentos diferenciados.
A Cetip, maior depositária de títulos privados de renda fixa da América Latina, realiza o registro de mais de 60 tipos de títulos, cada um com características particulares. Entre tantas opções, três se destacam por funcionarem de modo simples e atrativo para o investidor e podem ajudar os pais a se organizarem financeiramente para o futuro dos filhos.
Com exceção da poupança, cuja rentabilidade é limitada à taxa referencial mais 0,5% ao mês, as aplicações em renda fixa geralmente oferecem como rendimento um percentual da Taxa DI-Cetip, uma taxa de juros que oscila de modo parecido com a Taxa Selic, a taxa básica de juros do país.
Uma diferença relevante dos três instrumentos selecionados é a possibilidade de negociação de taxas de rendimento com a instituição financeira emissora, o que não acontece no caso da poupança, que, por lei, paga o mesmo rendimento em todos os bancos. Conheça o funcionamento de cada uma e veja a simulação desenvolvida pela Cetip comparando o rendimento de todas com a remuneração da poupança.
·         Oferta: Pode ser oferecido por qualquer banco, assim como a poupança.
·         Remuneração e Indexador: Variam de acordo com o critério de cada banco e podem ser negociados caso a caso pelo investidor diretamente com a instituição. A rentabilidade pode ser pré-fixada, quando o valor que será resgatado no vencimento do título é definido já no momento da aplicação. Já o mais comum é a rentabilidade pós-fixada, geralmente indexada a um percentual da Taxa DI-Cetip, mas pode estar ligada a outros índices, como o índice de inflação (IPCA).
·         Tributação: Há incidência de imposto de renda sobre os rendimentos na fonte pela tabela regressiva, ou seja, a alíquota diminui com o passar do tempo.
·         Risco: Relacionado à instituição financeira que emitiu o título. Conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)*.
·         Prazo e Liquidez: Não possui regra específica. O mais comum é o CDB com liquidez diária, o que significa que o investidor pode resgatar o valor investido a qualquer momento.
·         Oferta: Pode ser emitida por bancos que ofereçam crédito para o setor imobiliário. Isso porque o volume ofertado em LCIs deve ser, no máximo, equivalente ao montante concedido pelo banco em créditos para este setor.
·         Remuneração e Indexadores: Semelhantes ao CDB, variam de acordo com o critério de cada banco e podem ser negociados caso a caso pelo investidor diretamente com a instituição. A rentabilidade pode ser pré-fixada, quando o valor que será resgatado no vencimento do título é definido já no momento da aplicação. Já o mais comum é a rentabilidade pós-fixada, geralmente indexada a um percentual da Taxa DI-Cetip, mas pode estar ligada a outros índices, como o índice de inflação (IPCA). Importante: A rentabilidade destes investimentos não tem nenhuma relação com o desempenho do mercado imobiliário.
·         Tributação: Há isenção de imposto de renda para o investidor pessoa física.
·         Risco: Relacionado à instituição financeira que emitiu o título. Conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)*.
·         Prazo e Liquidez: Pode ou não ter liquidez diária após período mínimo determinado por lei de 90 dias de carência para resgate. O prazo pode ser maior dependendo do indexador.
·         Oferta: Pode ser emitida por bancos que ofereçam crédito para o agronegócio. Isso porque o volume ofertado em LCAs deve ser, no máximo, equivalente ao montante concedido pelo banco em créditos relacionados a este setor.
·         Remuneração e Indexadores: Também variam de acordo com o critério de cada banco e podem ser negociados caso a caso pelo investidor diretamente com a instituição. A rentabilidade pode ser pré-fixada, quando o valor que será resgatado no vencimento do título é definido já no momento da aplicação. Já o mais comum é a rentabilidade pós-fixada, geralmente indexada a um percentual da Taxa DI-Cetip, mas pode estar ligada a outros índices, como o índice de inflação (IPCA). Importante: A rentabilidade destes investimentos não tem nenhuma relação com o desempenho do agronegócio.
·         Tributação: Há isenção de imposto de renda para o investidor pessoa física.
·         Risco: Relacionado à instituição financeira que emitiu o título. Conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)*.
·         Prazo e Liquidez: Pode ou não ter liquidez diária após período mínimo determinado por lei de 90 dias de carência para resgate. O prazo pode ser maior dependendo do indexador.
*Os quatro investimentos contam com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante o pagamento de determinado valor investido, até um determinado montante (atualmente de R$ 250 mil) em uma mesma instituição financeira em nome de um mesmo investidor em caso de falência da mesma.
Para ajudar o investidor na hora da escolha, a Cetip desenvolveu uma simulação fictícia que compara o rendimento da poupança em relação aos outros três títulos citados acima por um período de um ano.
Tipo de investimento
Prazo
Aplicação (R$)
Taxa de Remuneração 
Retorno Bruto (%)
Rendimento (R$)
Valor de Imposto
Saldo Final
Faixa do Retorno Líquido ( % da Taxa DI)
Retorno Líquido (%)
CDB
1 ano
50.000,00
95,00% da Taxa DI*
13,38%
6.689,23
1.170,61
5.518,61
79,21%
11,04%
LCI/ LCA
1 ano
50.000,00
80,00% da Taxa DI*
11,15%
5.576,64
5.576,64
80,00%
11,15%
Poupança**
1 ano
50.000,00
TR + 0,5%a.m.
8,73%
4.365,00
4.365,00
63,32%
8,73%
Período: 1/09/15 a 1/09/16
*Taxa DI projetada: 14,13%
**Taxa de retorno da Poupança: 0,70% ao mês
Além de conhecer as características de cada uma, é importante verificar se a aplicação será registrada em uma câmara, como a Cetip. É interessante, ainda, que o investidor avalie as alternativas com o auxílio de um consultor especializado ou instituição financeira, considerando todos os critérios envolvidos, que devem se adequar a seu perfil de risco e expectativas.
Sobre a Cetip
A Cetip é a integradora do mercado financeiro. É uma companhia de capital aberto que oferece serviços de registro, central depositária, negociação e liquidação de ativos e títulos. Por meio de soluções de tecnologia e infraestrutura, proporciona liquidez, segurança e transparência para as operações financeiras, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do mercado e da sociedade brasileira. A empresa é, também, a maior depositária de títulos privados de renda fixa da América Latina e a maior câmara de ativos privados do país.
Mais de 15 mil instituições participantes utilizam os serviços da Cetip. Entre elas, fundos de investimento; bancos comerciais, múltiplos e de investimento; corretoras e distribuidoras; financeiras, consórcios, empresas de leasing e crédito imobiliário; cooperativas de crédito e investidores estrangeiros; e empresas não financeiras, como fundações, concessionárias de veículos e seguradoras. Milhões de pessoas físicas são beneficiadas todos os dias por produtos e serviços prestados pela companhia como processamento de TEDs e liquidação de DOCs, além de registro de CDBs e títulos de Renda Fixa, e serviço de entrega eletrônica das informações necessárias para o registro de contratos e anotações dos gravames pelos órgãos de trânsito. <maite.leal@inpresspni.com.br>

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.