Itaipu apoia produção do biometano no Brasil e no Paraguai

Embora seja a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, a usina de Itaipu apoia e incentiva os menores geradores do Brasil e do Paraguai. O incentivo à produção e ao uso de biogás dentro e fora da usina são exemplo disso. “É uma iniciativa que transforma problemas em soluções, com uma nova cadeia produtiva, gerando renda, energia e oportunidades”, explica o superintendente de Energias Renováveis, Herlon Goelzer de Almeida.
Ele foi um dos convidados do seminário Território, Água, Energia e Alimento, do Pavilhão Brasil, na Expo Milão, na cidade italiana de Milão.  Só o Oeste do Paraná tem 1,4 milhão de pessoas, 1,5 milhão de suínos, 400 milhões de aves e 250 mil vacas.  O incentivo ao biogás podem fazer com que os dejetos, potencialmente capazes de provocar um grave problema ambiental, sejam s dejetos, que podem se tornar um grande problema ambiental, hoje tem uma destinaçãoaproveitados para gerar energia elétrica e térmica e ainda como combustível para veículos.
Nos carros
A Itaipu Binacional dá o exemplo em relação ao biogás como combustível. Hoje, 35% da frota da usina, na margem brasileira, é elétrica ou movida a gás metano. E a meta estabelecida para 2020 é chegar a 50% em 2020.
Dos 36 veículos aptos para receber biometano, 32 são Fiat Siena Tetrafuel, que já vêm da fábrica com o kit para gás veicular, e quatro foram adaptados em oficina certificada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP): três caminhonetes Mitsubishi L200 Triton flex e um Chevrolet Cobalt flex.
Do total geral de 250 veículos da margem brasileira da usina, 112 são flex (44,8%), 53 elétricos (21,2%), 36 podem ser abastecidos com biometano (14,4%) e 49 a diesel (19,6%). Outros sete Siena Tetrafuel já estão em processo de aquisição. Com mais 30 Siena, já será possível atingir a meta de 50% de veículos sustentáveis (o álcool não é considerado um combustível 100% sustentável).
Para Herlon Goelzer de Almeida, “a adesão de Itaipu ao uso do biometano tem uma expressão muito forte em relação à missão da empresa e visão para 2020, porque atende a todos os preceitos da sustentabilidade, que é baseada em três dimensões: ambiental, econômica e social”. 
Ele explica a vantagem em cada uma delas. “Na ambiental, tratando o dejeto, que estaria contaminando córregos, você dá um encaminhamento adequado ao transformar o produto in natura em biogás, evitando que seja lançado em córregos e rios. Outro ganho para a natureza é a redução do efeito do gás estufa. Na social, é possível criar uma nova cadeia de negócio, ampliando novas frentes de trabalho, para o agricultor familiar. Por consequência, na econômica, seguindo esse mesmo raciocínio, cria-se um novo produto para o dejeto, que antes, no máximo, só serviria como esterqueiro.”
<imprensa.itaipu@cliptime.com.br>

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