Reflexos na Bienal – Exposição interativa instiga a reflexão

A fotógrafa Mariana Canet é uma das artistas escolhidas da Bienal Internacional de Curitiba 2015. Com o tema Luz, a exposição que acontecerá no Munespi – Museu Nacional do Espiritismo – apresenta fotos da coleção Reflexos parte 2, uma evolução da exposição já sediada no MON. Com curadoria de Oriete Heloisa Cavagnari, a exposição fica aberta à visitação de 03 de outubro a 23 de dezembro, com horários de visitação diferenciados: às segundas e quartas-feiras, das 20h às 23h, às quintas-feiras das 14h às 17h e aos sábados das 15h às 18h.
A Reflexos parte 2 evolui para o tridimensional. Em uma fase anterior, as fotografias já haviam ganhado volumetria, quando refletidas da parede através do uso de espelhos. Dessa vez, a luz, que é o reflexo, e remete à reflexão, instiga o movimento, o tempo e o espaço, em experiências sensoriais. As fotografias saem totalmente da plataforma parede, e ganham volume em forma de objetos que são a abstração do movimento, tempo e espaço. As fotografias foram impressas em peças de acrílico e giram, ganhando formas geométricas. Cabe ao visitante rotacionar as fotografias, em seu próprio tempo, em sua localização e no próprio espaço.
Fazem parte ainda da exposição peças fixas, suspensas. As imagens foram impressas em círculos de acrílico translúcido, sendo que a face de cima é sempre diferente da face de baixo, e a face de baixo é igual à face superior do círculo posicionado logo abaixo, dando a impressão de reflexão da mesma imagem em faces opostas de círculos alinhados verticalmente. São imagens recheadas de novos sentidos, gerados sob o olhar e reflexão de cada um que observa. Suas lentes captam cores e formas inusitadas, transcendendo a imaginação. Para a curadora Oriete Heloisa Cavagnari, “O reflexo nada mais é, que a soma captada decompondo o presente, na leitura do momento num retomar a vida, no bailar silencioso dos raios invisíveis da energia do refletir”. Essa definição foi aplicada no processo de desmontar e remontar também existente na exposição, referência mais uma vez da luz capturada em movimento, um reflexo do olhar da fotógrafa. A exposição propõe um reolhar, aguça a imaginação, e recomenda a interatividade dos visitantes.

As fotos são de Marcelo Stamme

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