Setor de franquias cresce apesar da crise

Inflação em ritmo acelerado, desemprego em alta e queda do poder aquisitivo. O cenário econômico brasileiro vive um momento desafiador e sem um prognóstico positivo no radar, mas, apesar da crise, o setor de franquias ainda cresce. É o que mostram os dados divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), que constatou que o segmento cresceu 11,2% no primeiro semestre de 2015, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho de 2014, o faturamento do franchising foi de R$ 57,4 bilhões, contra R$ 63,8 bilhões para o mesmo período de 2015. Em relação ao segundo trimestre, o crescimento foi de 13,1%, com receita de 32,5 bilhões.

Segundo o consultor de franchising e professor da Pós-Graduação da Universidade Positivo (UP), Leandro Krug Batista, uma justificativa para o crescimento no setor é que estabelecimentos independentes estão dando lugar às redes de franquias. “O segmento oferece mais segurança, por conta do suporte oferecido pela franqueadora e, além disso, a taxa de mortalidade é menor, se comparada com os negócios independentes”, justifica.

Beleza em Alta

A pesquisa da ABF revela também que o segmento de saúde, beleza e lazer foi o grande destaque deste ano, se comparado com todos os outros 11 segmentos. O setor impulsionou o crescimento do franchising, registrando alta de 24% no primeiro semestre. O faturamento passou de R$ 9,3 bilhões, em 2014, para R$ 11,5 bilhões, no mesmo período de 2015.

Uma explicação para os dados é que a preocupação com a beleza e bem-estar é cada vez maior entre as mulheres, sendo que os homens também estão dando fôlego para o mercado. “Mesmo em tempos de crise, o comportamento do consumidor não é tão afetado por conta da necessidade ininterrupta de cuidar da aparência e saúde”, afirma o especialista.

Mercado

A rede paranaense de salões de beleza Lady&Lord segue essa tendência e planeja fechar 2016 com 40 salões em todo o Brasil. Atualmente, o grupo conta com 17 salões nos estados do Paraná, Santa Catarina, Amapá e Tocantins. Este ano, Marabá (PA), ganha uma unidade e Tocantins deve abrir mais um salão da marca, desta vez em Araguaína.

A abertura dos novos empreendimentos vai de encontro com a necessidade do público da região Norte. “Está havendo uma grande mudança nos hábitos de consumo e o consumidor está se tornando cada vez mais exigente. Por isso, franquias são opções mais bem vistas, tanto pelos clientes, quanto pelos empreendedores”, considera Batista. Os dados da ABF mostram que apenas 4,2% das franquias do Brasil estão localizadas no Norte do país, o que revela ser uma região promissora para novos investimentos.

Crise é sinônimo de oportunidade

De acordo com Batista, para aqueles que têm o objetivo de empreender para driblar a crise, a franquia é a opção mais adequada. “É necessário que o empreendedor tenha iniciativa, boa capacidade de liderança e comunicação, pensamento sistêmico e que esteja disposto a seguir regras e cumprir padrões”, pondera.

Em relação a um negócio independente, decidir por uma franquia minimiza os riscos de falência, já que o setor oferece segurança e o suporte necessário. “Uma empresa que se torna franqueadora tem know-how, marca consolidada, competitividade, além de que oferece produtos ou serviços com real demanda do mercado”, explica.

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