Jornalismo e Internet

As redes sociais não fazem parte apenas do cotidiano e entretenimento dos seus usuários, elas também, muitas vezes, são consideradas canais de informação. Para discutir sobre a relação dessas novas mídias com o jornalismo, o Colégio Medianeira trouxe o jornalista Álvaro Borba e o ator Claudinho Castro para a Festa das Linguagens do Medianeira (FLIM). Na manhã desta terça-feira (10), os palestrantes, que fazem parte da equipe de social media da Prefeitura de Curitiba, apresentaram a rotina de trabalho na página da “Prefs”.
Borba lembra que Curitiba sempre foi mencionada como uma cidade inovadora e com boas ideias. “A estratégia de ferramenta digital surgiu como uma ideia boa e barata para criar um relacionamento entre cidadão e cidade. Não importa se nos posts terá uma capivara ou um jacaré, o que não muda é a disposição em atender os cidadãos”. Claudinho comenta sobre a participação de pessoas de diferentes faixas etárias. “A usuária mais nova, que entrou em contato através da página, foi uma menina de 10 anos pedindo para cortar a grama da pracinha perto de sua casa. Nosso trabalho aproxima o poder público da população. É possível que em outras épocas, essa mesma menina não entrasse em contato, por acreditar que esse assunto pertencia apenas aos seus pais”.
Questionado sobre os limites do jornalismo e das mídias digitais, Borba diz que “em contato com a rede social o jornalismo se transforma e vice-versa”. O jornalista ainda completa sobre a credibilidade dos diferentes meios. “O jornal existe há mais tempo e assim, conseguiu construiu sua reputação. Mas o que promove a confiabilidade na informação? O texto. Ele também existe em outro meio”.
Álvaro construiu uma carreira no jornalismo diário, mas comenta sobre sua situação atual como social media. “Hoje, meu coração e meu cérebro estão mais alinhados do que nunca. Sou mais livre em um órgão público, que na imprensa. E isso é antes uma crítica à imprensa, que um elogio à prefeitura”. Claudinho comenta que nos comentários de posts é possível conhecer o melhor e o pior do ser humano e que a equipe apenas baniu usuários que “ultrapassaram os limites, como racismo, palavrão ou homofobia”.
ketilyn@literallink.com.br

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