Vitamina D pode ser uma aliada contra diabetes

Com números alarmantes, o diabetes registrou cerca de 4,9 milhões de mortes em 2014. Isso é mais do que as mortes causadas por HIV, malária e tuberculose somadas no mesmo período. Ainda assim, muitos brasileiros não dão a devida atenção para esse mal silencioso.

Estudos sugerem um envolvimento da vitamina D na patogênese, na prevenção e no controle do diabetes. Isso poderia ser explicado por ações no sistema imune, na secreção de insulina, e na facilitação de sua ação no organismo.

A falta da substância poderia dificultar o controle da glicemia (açúcar no sangue) em pessoas com diabetes. Além disso, acredita-se que baixas concentrações de vitamina D poderiam favorecer o aumento da massa gorda e, assim, aumentar a probabilidade de obesidade – um dos principais fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

No diabetes, a capacidade do organismo de converter o açúcar presente no sangue em energia está comprometida. Esse processo é controlado pela insulina, hormônio produzido pelo pâncreas.

No diabetes tipo 2 pode haver comprometimento tanto da ação (resistência à insulina) como da produção de insulina, o que leva ao aumento anormal e progressivo dos níveis de glicemia, explica a endocrinologista do Hospital VITA, Daniele Tokars Zaninelli.

Segundo Daniele, o que diferencia o diabetes tipo 1 do tipo 2, é que no tipo 1 o pâncreas deixa de produzir o hormônio num curto período de tempo, fazendo com que o aumento do açúcar no sangue se desenvolva de forma abrupta e agressiva. Quando a doença não é diagnosticada e tratada de forma adequada o organismo produz as cetonas – substâncias derivadas do uso da gordura como fonte de energia, já que o açúcar não pode ser utilizado devido à falta de insulina. “Como não há qualquer produção do hormônio, a única forma de tratar o diabetes tipo 1 é injetar insulina”, explica a médica.

Com relação ao uso da vitamina D na prevenção e no controle do diabetes, mais estudos são necessários para comprovar sua ação e estabelecer as doses que poderiam trazer benefícios, ressalta a especialista.

As mortes ocasionadas pelo diabetes chegam a 3,2 milhões por ano no mundo. “O risco de complicações aumenta quando a doença não é bem controlada. Quando os níveis sanguíneos de glicose permanecem altos durante muito tempo, aumentam as chances de surgirem problemas cardíacos e renais, assim como de perda visual e amputação de membros”, relata a especialista.

Diabetes: Doença metabólica crônica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. O distúrbio acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidades suficientes para suprir as necessidades do organismo. A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar nas células, para ser utilizado como fonte de energia.

Sintomas: Vontade de urinar diversas vezes ao dia, fome frequente, sede constante e ou perda de peso sem explicação. Podem ocorrer ainda fraqueza, mudanças de humor, náuseas e vômitos.

14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes: Data criada em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), como alerta ao aumento do número de casos no mundo. Tem como objetivo alertar e informar a população sobre a necessidade de prevenção e chamar a atenção para o tratamento adequado, com a finalidade de evitar complicações e melhorar a qualidade de vida dos portadores e familiares.

A data de 14 de novembro foi escolhida devido ao nascimento de Frederick Banting, que junto com Charles Best, foram os cientistas que descobriram a insulina em 1921.

Dra. Daniele Tokars Zaninellli, endocrinologista (Crédito: Divulgação)

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.