Balão intragástrico é alternativa para perda de peso antes do verão

Com a chegada do verão, muitas pessoas já estão preocupadas com a boa forma. Um grande aliado no controle de peso, indicado tanto para homens quanto mulheres, é o balão intragástrico.

O método – com resultados rápidos, permanentes e de fácil colocação – proporciona auxílio na redução de peso por meio de reeducação alimentar, de forma segura e menos invasiva.

O balão é inserido vazio no estômago do paciente, por meio de endoscopia, e preenchido com uma solução de azul de metileno. A colocação leva, em média 20 minutos.

A presença do balão dentro do estômago causa uma sensação de plenitude (estômago cheio), o paciente sente-se satisfeito mais rapidamente quando se alimenta e, consequentemente, emagrece.

“Alguns pacientes conseguem reduzir mais de 20% do peso corporal com o uso do balão. E além da colocação, o paciente precisa passar por um programa nutricional e de exercícios físicos, para que os resultados sejam permanentes”, afirma o médico e especialista em tratamento de obesidade com balão intragástrico, Caetano Marchesini. Segundo ele, o balão tem sido um dos tratamentos mais procurados para a obesidade, com grande índice de perda de peso e manutenção do estilo de vida saudável.

O paciente fica em média de seis meses a um ano com o balão, dependendo do modelo, passando por um acompanhamento físico, nutricional e psicológico.

“É importante que o paciente entenda o processo pelo qual está passando e mantenha o foco em seus objetivos. Isso facilitará o controle da ansiedade e compulsão por comer. A ideia é que, aos poucos, ele passe a adotar hábitos saudáveis mesmo após a retirada do balão”, reforça Marchesini.

Após a colocação do balão, os primeiros resultados começam a surgir já na primeira semana. Nesse período, a alimentação é bem restrita e o paciente já consegue ver os primeiros quilos indo embora.

Quem pode colocar – O balão pode ser colocado por qualquer paciente com IMC1 entre 28 e 35, que já tenha se submetido a outros tratamentos convencionais, ou com IMC acima de 35 Kg/m2 que não quer se submeter à cirurgia e tentar mais uma vez um tratamento clínico.

Vale lembrar, que é considerado obeso quem tem o IMC acima de 30. Grávidas e pacientes que já fizeram alguma cirurgia no estômago não podem passar pelo procedimento. “É uma proposta de emagrecimento saudável, não há nada que agrida o organismo, é apenas um impulso mecânico para causar saciedade no paciente”, ressalta Marchesini.

A paciente Maria Fernanda Carneiro Moro, colocou o balão e perdeu 30 quilos. “Não senti dor, tive uma excelente adaptação e aprendi a comer de maneira saudável durante os seis meses em que fiquei com o balão no estômago”, conta Maria Fernanda.

cerestb@gmail.com

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