Sociedade de Cardiologia inaugura Cardiômetro

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC estima que morrem no Brasil por dia cerca de 950 pessoas, pelas doenças cardiovasculares. O número representa um cálculo da curva de mortalidade dos últimos 8 anos, projetada para o dia, mês ou ano, pelas equipes de epidemiologia cardiovascular da SBC e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma vez que os dados oficiais são divulgados com dois anos de defasagem. Pode-se constatar o alarmante aumento progressivo no número de mortes por doenças cardíacas e vasculares, sendo que dois terços das mesmas são devidas ao infarto do coração e ao derrame cerebral.

“É como se cinco aviões de grande porte caíssem todos os dias no país e não deixassem sobreviventes. Temos um enorme desafio pela frente para reverter esses números catastróficos e precisamos agir já, levando informação às pessoas”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Bolivar Malachias, que assume a entidade na próxima quinta, dia 17, no Rio de Janeiro, em cerimônia na Academia Nacional de Medicina. A inauguração do Cardiômetro será em frente a Academia Nacional de Medicina, na mesma quinta-feira, onde o totem irá permanecer entre 9 e 13 horas. Após esse período, o Cardiômetro irá percorrer a orla das praias de Copacabana, Ipanema e Leblon até às 15 horas.

O desafio da SBC, para os próximos anos, é conscientizar a população da importância de prevenir os fatores de risco para o coração mas, principalmente, fazer com que, quem já tem algum fator de risco, siga o tratamento e tome a medicação indicada pela vida toda. “De cada três receitas que prescrevemos uma é sequer aviada”, informa Marcus Malachias que ainda completa: “quando o receituário tem dois ou três medicamentos, geralmente nem todos são adquiridos”.

O resultado é que no caso da hipertensão, do colesterol elevado e do diabetes, por exemplo, a adesão ao tratamento e o efetivo controle são inferiores a 20% das pessoas afetadas, segundo estudo da própria Sociedade Brasileira de Cardiologia. Apenas 15% dos doentes mantêm o tratamento dessas doenças crônicas ao final de um ano. “Depois desse período, muitos largam o tratamento achando que estão curados ou não dão a necessária importância, em virtude dos fatores de risco não apresentarem sintomas”, lembra o médico. O único fator de risco que vem melhorando no País é o tabagismo.

“O Cardiômetro da SBC será mais um alerta à população, já que 47% dos infartos registrados no país ocorrem pela hipertensão não tratada. No caso do AVC esse índice é ainda maior: 54%”, destaca o presidente da SBC. As doenças do coração ainda podem ocorrer por diversos outros fatores de risco, associados ou não, como o colesterol elevado, o diabetes, o sedentarismo, o tabagismo, uma alimentação não saudável e o estresse.

O Cardiômetro será inaugurado no Rio de Janeiro, mas irá percorrer o Brasil em eventos científicos e datas temáticas que a Sociedade Brasileira de Cardiologia promoverá ao longo de 2016. O Cardiômetro também terá uma versão digital disponibilizada, em 17 de dezembro, que pode ser replicada em telões e mídias sociais por qualquer pessoa. Link:www.cardiometro.com.br. A página traz informações sobre os fatores de risco, o cálculo do Cardiômetro, o número de mortes em um dia e mensal e o acesso às centenas de páginas da portal da entidade com receitas saudáveis, cartilhas e guias informativos para download, dicionário do coração, sessão de perguntas e respostas, testes online, e muita informação.

<luchetti@docpress.com.br>

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