Tabagismo ainda é o principal fator de risco para o câncer de pulmão

O Sul do Brasil é a região com maior incidência do câncer de pulmão no país e Porto Alegre é a capital com mais diagnósticos positivos. O médico do Departamento de Cirurgia Oncológica do IOP, Dr. Vinícius Basso Pretti, conta que o número de casos cresce anualmente no Brasil, principalmente em homens e pelo fato de cerca de 13% da população ainda ser tabagista.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que este é o tumor maligno mais comum no mundo e que teve um aumento de 2% na incidência mundial, representando quase dois milhões de novos casos por ano. “A taxa de cura para tumores iniciais é de 70% em cinco anos, mas em casos avançados os números caem para 30%”, aponta Dr. Vinícius.

A maioria dos casos resulta em um diagnosticado em estágio avançado, pois os sintomas do câncer de pulmão podem ser facilmente confundidos com outras doenças. Quando a pessoa possui tosse com ou sem sangue, falta de ar, dor no peito, falta de apetite e fraqueza, deve procurar um pneumologista ou oncologista para realizar uma radiografia de tórax para verificar se existe alguma alteração no pulmão. “Qualquer sintoma deve ser observado com atenção, principalmente em se tratando de pessoas que fumam, pois essas alterações devem servir como sinal alerta”, ressalta Dr. Vinícius.

O tratamento do câncer de pulmão varia bastante, principalmente devido ao estágio em que é diagnosticado. Em tumores iniciais são realizadas cirurgias –quando o tumor é pequeno também pode ser tratado com um tipo diferente de radioterapia, a radiocirurgia. Quando o paciente apresenta um tumor mais avançado o tratamento é feito com quimioterapia e radioterapia, e em alguns casos poderá ser usada também a imunoterapia.

A principal dica é evitar ao máximo o tabagismo e possuir hábitos de vida saudáveis. Um alerta importante para as pessoas que fumam e que queiram se prevenir é a realização de tomografias anuais. Pacientes que fumam há muito tempo, mais de uma carteira por dia, devem fazer rastreamento de nódulos pulmonar ou câncer de pulmão. “Estudos americanos mostraram que a realização de tomografias com baixa dose de radiação podem mostrar tumores inicias, possibilitando a realização do tratamento e aumentando as chances de cura”, finaliza.

<heversonjornalista@hotmail.com>

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