31 de janeiro, Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase

Quem debate o tema é Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart

O Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase é celebrado anualmente no último domingo de janeiro, desde 1954. O objetivo é sensibilizar e conscientizar a população para a hanseníase, doença que ainda acomete cerca de 30 mil brasileiros por ano.

A hanseníase (lepra, mal de Hansen) é uma doença infecciosa, de evolução crônica (lenta), que afeta nervos e pele, provocando danos severos. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento de pacientes, devido às deformidades que causava. Felizmente hoje isso já não existe mais, pois ela pode ser tratada e curada. É o que revela Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart.

De acordo com o especialista, a hanseníase é causada pela bactéria Mycobactrrium leprae. A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germens eliminados pelo portador e que são inalados por outras pessoas, penetrando no organismo através da mucosa do nariz. Outra forma é o contato direto da pele com a ferida de doentes. “É necessário, entretanto, que este contato seja íntimo e prolongado para que haja contaminação, daí a necessidade de examinar sempre os familiares de pacientes com hanseníase. Felizmente, a maioria dos pacientes que têm contato com a bactéria não manifesta a doença, pois são capazes de eliminá-la por meio de suas defesas imunológicas”, explica.

Rocha descreve que o tempo de incubação varia de dois a cinco anos. Um dos primeiros efeitos da lepra, devido ao acometimento dos nervos, é a perda da sensação térmica, definida como a incapacidade de diferenciação entre o quente e o frio no local afetado.

O infectologista prescreve que o diagnóstico da doença é clínico e laboratorial. Onde a lepra é endêmica e não se dispõe de recursos laboratoriais, o diagnóstico é feito somente pelos sintomas. Um raspado realizado para identificar o bacilo pode ser feito nos lóbulos das orelhas e dos cotovelos. Também é útil para o diagnóstico a pesquisa direta dos bacilos nas linfas.

Rocha alerta que procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. “A hanseníase tem cura. A terapêutica no Brasil é feita nos Centros Municipais de Saúde (Postos de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente aos pacientes, que são acompanhados durante todo o tratamento”, afirma.

A lepra é tratada com antibióticos mas, como o tratamento é longo, apenas profissionais especialmente treinados devem prescrever e acompanhar o tratamento. “A hanseníase pode acarretar invalidez severa e/ou permanente se não for tratada a tempo. Para alguns pacientes o uso de próteses torna-se necessário, como também intervenções ortopédicas e calçados especiais”, diz o médico.

O infectologista lembra que uma das formas de prevenção da hanseníase consiste no diagnóstico e tratamento precoces, para que os pacientes não transmitam a doença. “Indivíduos que convivem com pacientes contaminados devem ter uma proteção mais específica e receber a vacina contra tuberculose (BCG). Ambientes lotados, condições ruins de higiene e desnutrição também favorecem a disseminação do bacilo”, finaliza.

 

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart tem mais 70 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 30 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Laboratório Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

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