Fique atento aos sinais do câncer de pele

O problema tem grandes proporções e é, em parte, cultural: de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é o de maior incidência no Brasil e está diretamente relacionado à exposição ao sol. “O brasileiro não foi educado para se proteger da luz solar e, para piorar, os raios solares chegam à Terra cada vez com maior intensidade devido à destruição da camada de ozônio”, destaca a dermatologista Débora Cadore. Ainda segundo o INCA, mais de 100 mil novos casos da doença foram diagnosticados no Brasil em 2014 – 6.910 apenas em Santa Catarina.

Mas esse número poderia ser muito menor se a prevenção fosse levada a sério. “O câncer de pele tem alta chance de cura quando é diagnosticado precocemente e tratado corretamente. Os tipos mais comuns são carcinoma basocelular e espinocelular. Geralmente são lesões de evolução lenta, caracterizadas por nódulos ou feridas que não cicatrizam e aumentam de tamanho lentamente”, esclarece a dermatologista. Ela acrescenta que esse tipo de lesão é mais frequente em pessoas de pele clara, com sardas e que têm muita exposição solar sem proteção adequada.

O melanoma é o tipo mais agressivo e as chances de cura dependem totalmente do diagnóstico precoce. “Ele aparece mais comumente como uma pinta escura que sofre modificações na cor, adquire bordas irregulares e aumenta de tamanho”, diz Dra. Débora. Esse tipo de câncer tem alto potencial de metástase, ou seja, de se disseminar para outros órgãos. Além do sol, a predisposição genética também é responsável pelo surgimento do melanoma: ele é mais comum entre pessoas de olhos e cabelos claros, múltiplas pintas e com história pessoal ou familiar de melanoma.

Previna-se

As medidas de prevenção já são bem conhecidas, mas sempre vale reforçar: evite exposição solar de forma exagerada, especialmente entre 10h e 16h, utilize filtro solar com FPS acima de 30 em todas as áreas do corpo expostas ao sol, use chapéu, prefira a sombra e avalie, com a ajuda de um espelho, todas as pintas do corpo. “Se alguma pinta tiver borda muito irregular, formato assimétrico, mais de duas cores e diâmetro maior que 0,5cm, você deve procurar um dermatologista. Feridas que nunca cicatrizam também devem ser avaliadas”, diz a médica. Outra medida importante de prevenção é procurar o dermatologista uma vez por ano para fazer umcheck up de toda a pele.

cinthia@vocali.com.br

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