Obras e radares reduzem acidentes nas rodovias federais do Paraná

Levantamento elaborado pela Arteris, uma das maiores companhias de concessões rodoviárias do País e que administra os trechos paranaenses da BR-376 e BR-116, registrou queda significativa de acidentes e vítimas fatais em 2015. Obras de duplicação, construção de retornos e ruas laterais, além do início da fiscalização por radares, contribuíram para redução dos índices.

“A realização de obras, junto com ações contínuas de conscientização e fiscalização, são os principais focos de investimento da Arteris, que segue firme no objetivo de reduzir acidentes e fatalidades”, destaca o presidente da companhia, David Díaz. A Arteris é signatária da Década de Segurança da ONU e tem como objetivo diminuir no mínimo 50% as mortes nas rodovias. No último ano, o Grupo registrou queda de 31,5% nas fatalidades, uma antecipação de dois anos nas metas estabelecidas.

Os dados da BR-116 em Fazenda Rio Grande são um exemplo. A Autopista Planalto Sul, responsável pela administração do trecho, tem como uma de suas principais obras a duplicação de 25 quilômetros entre Curitiba e Mandirituba, além da construção de grandes trevos de acesso, viadutos e pistas auxiliares. Com a implantação de um trevo em desnível no km 131,8, município de Fazenda Rio Grande, e mais o trecho de pista duplicada do km 131 ao Km 131,9, houve redução no número de ocorrências.

De 2013 a fevereiro de 2014, antes do início das obras, foram registradas 36 acidentes com vítimas fatais neste trecho. Após o início, somente no km 131,8, local onde foi implantado o viaduto de acesso ao bairro Veneza, o número de ocorrências diminuiu de 13 para 6. Hoje, após conclusão de todo o trecho, este número caiu para zero.

“O dado é ainda mais significativo se levarmos em conta o período de janeiro de 2013 até novembro de 2015. Em todo este trecho, do km 131 ao km 131,9, que já chegou a ter 83 ocorrências, teve uma queda de 92,7% nos acidentes. Prova de que estamos no caminho certo”, destaca o diretor superintendente da Autopista Planalto Sul, César Sass.

Autopista Litoral Sul

Nos trechos administrados pela Autopista Litoral Sul, BR-116 (Contorno Leste) e BR-376, há também redução dos índices. Em 2015, houve diminuição de 20% no número de vítimas de acidentes, além de 12% de fatalidades e 20% no total de vítimas graves.

“Essa redução de acidentes é fruto, principalmente, das obras de ampliação de capacidade executadas pela Litoral Sul. Nos últimos dois anos, construímos 21 quilômetros de ruas laterais e mais 26 quilômetros de terceiras faixas no trecho paranaense. Além disso, também atuamos, em conjunto com a PRF e ANTT, na correção de pontos críticos, como, por exemplo, no fechamento de retornos em nível. Esse investimento contribuiu para organizar o trânsito nesta região, proporcionando maior segurança de tráfego aos usuários”, afirma o diretor superintendente da concessionária, Paulo Castro.

Outro fator que também contribuiu para a redução de fatalidades é a entrada em operação dos radares. Os aparelhos instalados em Guaratuba e Tijucas do Sul contribuíram para retração de 23% no número de colisões e de 12% nas fatalidades em todo o trecho. “Os radares inibem um dos principais problemas encontrados nas rodovias, que é o excesso de velocidade. A imprudência favorece colisões traseiras e capotamentos, por isso a necessidade de se respeitar a sinalização”, explica Castro.

Adotado também nas demais empresas do Grupo, o Programa de Redução de Acidentes mapeia os pontos considerados críticos e viabiliza ações efetivas para reduzir acidentes como reforço da sinalização e ações de conscientização e de fiscalização, como a operação Serra Segura, na BR-376. Com apoio da Autopista, a Polícia Rodoviária Federal promove todos os meses, em Tijucas do Sul, a inspeção nos sistemas de freios no ponto que antecede a descida da Serra. Os dados da Operação apontam para uma condição alarmante: 4 de cada 10 caminhões possuem problemas de freio.

Autopista Regis Bittencourt

O trecho paranaense da Régis Bittencourt (BR-116) também traz dados positivos, com redução de 10% nas fatalidades e em tipos de acidente que costumam fazer múltiplas vítimas, como os engavetamentos. “Em 2015, a redução no número de engavetamentos foi de 39%. Também registramos diminuição de 57% nas colisões transversais e de 38% nos acidentes com motos”, detalha o diretor superintendente da Autopista Régis Bittencourt, Nelson Bussolan.

 

Sobre a Arteris – A Arteris S.A. é uma das maiores companhias do setor de concessões de rodovias do Brasil em quilômetros administrados, com mais de 3.250 km em operação. Por meio de suas nove concessionárias, a Arteris administra rodovias localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, importante eixo econômico e industrial do País. A companhia é responsável pela operação de cinco concessionárias federais: Autopista Fernão Dias, Autopista Regis Bittencourt, Autopista Litoral Sul, Autopista Planalto Sul e Autopista Fluminense. Também detém as concessionárias estaduais Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte, que atuam no interior de São Paulo. Empresa de capital aberto com ações listadas no Novo Mercado da Bovespa, a Arteris é controlada pela espanhola Abertis e pela canadense Brookfield. Saiba mais: www.arteris.com.br. <luciano.fonseca@fsb.com.br>

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