Por que aumentaram as notificações de câncer de pele no Brasil?

De acordo com números divulgados recentemente, os tumores da pele mataram 3.316 brasileiros em 2013, média de uma morte a cada três horas, segundo último dado disponibilizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Dez anos antes, em 2003, foram 2.140 óbitos. O número assusta, claro. Por isso, nada melhor que entender o aumento observado na última década.

O coordenador do Departamento de Dermatologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Aldo Toschi, explica que nas décadas passadas os tumores da pele causavam metástases que não eram reconhecidas pelos médicos e os óbitos então não registravam a origem da doença, o que gerava uma subnotificação dos casos.

Para o especialista, o aumento observado no número de mortes é decorrente do aumento do diagnóstico e da notificação de metástases do melanoma, sarcomas e carcinomas (tipos de câncer de pele).

Hoje, a doença é detectada com mais precisão em função dos avanços tecnológicos nas áreas de exames anatomopatológicos específicos, ressonância magnética e tomografia por pósitrons.

É importante considerar, também, que as pessoas passaram a prestar mais atenção em manchas e pequenas pintas que aparecem ou somem na pele sem aviso. O dermatologista Aldo Toschi lembra: “as campanhas de detecção precoce sensibilizaram a população que hoje procura o dermatologista mais frequentemente”.

Para encerrar a análise dos números observados pelo Inca, o coordenador do Departamento de Dermatologia do IBCC destaca que o cenário e as expectativas de hoje são muito melhores que na década passada.

E completa: “com a detecção mais precoce do melanoma em suas etapas iniciais, por meio da dermatoscopia (exame não invasivo que avalia manchas e pintas) e do mapeamento corporal total, conseguimos curar um número maior de indivíduos e para os casos de melanoma metastático há também novas drogas, que têm aumentado a sobrevida desses pacientes”. <daniela@activacomunicacao.com.br>

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TOALDO

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