A saúde e o horário de verão

Jerusa Miqueloto, hematologista do Frischmann Aisengart, é quem explica os efeitos da mudança no organismo

O horário de verão termina à 0 hora deste sábado (dia 20 de fevereiro). Mas será que o relógio movido uma hora para trás pode trazer algum efeito à saúde? Para algumas pessoas a mudança traz quadros de mal-estar, dificuldade para dormir, sonolência diurna, alterações de humor e até mesmo de hábitos alimentares. Para outros, significa apenas um dia aparentemente mais curto. Essas diferentes reações são decorrentes da mudança do relógio biológico e de alterações hormonais. É o que explica Jerusa Miqueloto, hematologista do Laboratório Frischmann Aisengart.

A médica afirma que, em condições normais, os diversos ritmos do nosso organismo, como o ciclo vigília-sono e o ritmo de temperatura, estão sincronizados. É o chamado relógio biológico ou relógio interior. Por isso, quando há uma mudança brusca de horário, o organismo tende a se reajustar.

Como cada ritmo tem uma velocidade própria de equalização, a relação de fase entre eles é alterada com a mudança do horário. É a chamada desordem temporal interna, que pode ocasionar sintomas que podem perdurar poucos dias ou se prolongar por semanas, só terminando quando a ordem temporal interna é restabelecida.

A Dra. Jerusa explica que o nosso relógio interior pode funcionar de maneira matutina ou vespertina, influenciando diretamente na adaptação ao horário de verão. As pessoas que acordam de manhã bem dispostas e dormem cedo, ou dormem muito pouco são chamadas de matutinas. Já as que têm dificuldade de acordar cedo e funcionam bem à noite são as vespertinas.

A diferença de perfis é ainda influenciada pela secreção de um hormônio, o cortisol, que dá a sensação de vivacidade. Segundo a especialista, ele demora mais para ser secretado nos vespertinos. A Dra. Jerusa explica que, para acordar, não basta abrir os olhos. O cortisol, que prepara a pessoa para a vigília, demora mais para ser secretado nos vespertinos do que nos matutinos.

A médica também lembra que acordar com o dia ainda escuro afeta a secreção do hormônio melatonina, acionado pela falta de luz, alterando o metabolismo. Isso acontece porque os hormônios são regulados pelo ritmo do dia, pela claridade do sol e pela escuridão da noite. Com o fim do horário de verão pode haver a aceleração nessa secreção.

No caso de idosos com problemas graves de saúde, a mudança no padrão do sono pode ainda aumentar a pressão arterial, mas isso acontece geralmente em casos extremos, de acordo com a Dra. Jerusa.

Para adaptar melhor o relógio biológico, o médico orienta a dormir pelo menos dez minutos mais cedo a cada dia, durante dez dias antes da mudança de horário. A adaptação lenta e gradual segue o mesmo ritmo do relógio biológico, sem causar reações no organismo. Se isso não for possível, o ideal, segundo a médica, é manter a qualidade e a regularidade do sono, seguindo alguns hábitos. “Para dormir bem, escolha um ambiente escuro, silencioso, com boa temperatura todos os dias. Mas evite fazer exercícios três horas antes de dormir, ingerir cafeína e comida pesada”, fala.

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart tem mais 70 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 30 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Laboratório Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

 

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