Jovens cientistas

Alunos do Colégio Londrinense conquistam prêmios
com suas invenções e são finalistas na
Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

Junte uma trupe de alunos talentosos, cheio de ideias e invenções, e outra de professores motivados e incentivadores. O resultado dessa combinação pode levar ao surgimento de inovações, de soluções que podem melhorar o nosso planeta. São propostas tão criativas que duas delas, criadas por alunos do Colégio Londrinense, acabam de ser classificadas para a FEBRACE – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia.

A FEBRACE é uma feira que estimula o surgimento de jovens cientistas, incentivando a cultura investigativa, de inovação e empreendedorismo, e todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande mostra de projetos. Esse ano, o evento será realizado de 14 e 18 de março. Anualmente, a FEBRACE recebe mais de 3.500 inscrições e são classificados cerca de 300 trabalhos de todas as regiões do país.

Um dos projetos selecionados é do aluno do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Londrinense, João Americo Macori Barboza, 15 anos. Sob a orientação do professor Murillo Bernardi Rodrigues, o projeto tem como objetivo aumentar a produção agrícola através do tratamento de sementes com gás carbônico. “A ideia inicial surgiu quando eu estava no 8º ano, e era construir um catalisador para diminuir a poluição. Criamos vários filtros, mas nenhum funcionava. Quando surgiu a ideia de usar o CO2 no tratamento de sementes, aí começou a dar certo”, relembra o estudante.

João Americo já está ficando experiente no assunto. Essa é a terceira vez que participa da FEBRACE. “Na última vez, mesmo com resultados estatísticos iniciais, ganhei um certificado de desenvolvimento da Associação Brasileira de Incentivo à Ciência pela metodologia desenvolvida e uma bolsa do CNPq.”

O projeto “Sementes tratadas com CO2: um sistema de cultivo alternativo para plantas – fase II” está todo documentado em um diário de bordo. “Estava produzindo em copinhos dentro do laboratório, mas agora estou em campo aberto, numa chácara na zona sul, plantando em mais de 3 mil metros quadrados, com o acompanhamento de um professor do curso de Agronomia da Unifil. Estou bem animado para levar o resultado para a FEBRACE.”

Para o professor Murillo Bernardi Rodrigues, orientador da pesquisa, ver o aluno focado na busca de resultados é recompensador. “A gente desafia o aluno e eles não desistem. Esse ano, mudamos do laboratório da escola para o laboratório da Unifil e estamos utilizando uma máquina que auxilia na germinação da planta”, reforça.

Além da participação na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, João Americo também vai apresentar o trabalho dele na Câmara de Vereadores de Londrina, no dia 03 de março, e também receberá um troféu como reconhecimento à pesquisa concedido pelo Rotary Club, no dia 19.

Controle de baratas
Outro projeto finalista na FEBRACE é o “Controle Biológico de Baratas”, desenvolvido por três alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Londrinense: Isadora Bandini Pegoraro, Otávio Lot e Giovanna Tescaro. Eles são orientados pela professora Alana Séleri.

Os estudantes, todos de 14 anos, pesquisam o uso de plantas tóxicas no combate às baratas. Eles contam que a ideia não é exterminar a praga, mas fazer o controle. “Começamos pesquisando plantas tóxicas com efeito inseticida e a facilidade em encontrá-las nas diferentes regiões do país. Também lemos diversos artigos até chegarmos ao eucalipto e à mamona”, contam.

Após diversos testes feitos com baratas silvestres e domésticas, os alunos elaboraram iscas feitas com gelatina incolor, eucalipto ou mamona triturada e como elemento atrativo para as pragas usaram a cerveja sem álcool. “Eles observaram o comportamento das baratas nos ambientes controlados, fizeram diversos testes com metodologias variadas, até comprovarem que as baratas morreram por causa das plantas. Nos testes com baratas silvestres e domésticas, a eficácia foi a mesma”, explica a professora Alana Séleri.

O projeto foi premiado na Ficiências, realizado em Foz do Iguaçu, no ano passado, e o reconhecimento foi um incentivo para o grupo. “Os avaliadores sugeriram testar com outros meios e agora estamos trabalhando com o sagu no lugar da gelatina. Fizemos testes em um depósito que estava com grande infestação. Constatamos que o veneno foi consumido em 24 horas e após uma semana não havia mais baratas vivas. É legal pensar que nós junto com os professores criamos alguma coisa do zero e que está dando certo. Depois do nosso último teste, abrimos um leque de possibilidades e isso nos deixa muito animados.”

Estimular o talento e novas vocações através do desenvolvimento de projetos criativos e inovadores é um dos compromissos do Colégio Londrinense. Quando se cria oportunidades para os jovens estudantes expandirem seus conhecimentos, a maior beneficiada é a sociedade.

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