Produção anual de vinho colonial no Caminho do Vinho está começando

Devido às chuvas intensas, a safra de uva foi menor, mas os produtores prometem que não faltará vinho para os turistas

A Rainha e as Princesas da Festa do Vinho 2015, acompanhando a produção de vinho deste ano do Caminho do Vinho.
A Rainha e as Princesas da Festa do Vinho 2015, acompanhando a produção de vinho deste ano do Caminho do Vinho.

A produção de vinho colonial do Caminho do Vinho já começou. O roteiro de turismo rural, na Região Metropolitana de Curitiba, conta com dez vinícolas no trajeto. O roteiro, localizado em São José dos Pinhais, está repleto de caminhões com caixas de uvas, vindo diretamente do Rio Grande do Sul para a produção local.  O processo de produção já começa ali mesmo: as uvas descem direto do caminhão para serem moídas, cujo processo separa o grão do caule. A poupa e a casca vão direto para os grandes tonéis de alumínio, onde começa o processo de fermentação.

Há alguns anos, os produtores de vinho do Caminho do Vinho passaram a comprar uvas do Rio Grande do Sul. Devido a uma praga, conhecida como “pérola”, os parreirais localizados nas propriedades das vinícolas passaram a não produzir mais uvas; os pés secaram e, os poucos que sobraram, dão poucas uvas e sem qualidade para a produção de vinho. A solução encontrada pelos produtores de vinho foi comprar uvas de cidades como Caxias do Sul, que também produzem vinhos e possuem grandes parreiras. No entanto, em janeiro deste ano, os produtores gaúchos tiveram prejuízo com a safra devido às fortes chuvas.

Com esse problema, os produtores do Caminho do Vinho vão engarrafar menos vinho, em comparação ao ano passado. Mas, segundo a presidente da Associação dos Produtores Rurais do Caminho do Vinho, Bernadete Scrobote, nenhum turista vai sair prejudicado quando visitar o roteiro. “Nós sempre produzimos uma quantidade muito maior de vinho do que a demanda anual. Justamente por conta da instabilidade do clima, nunca sabemos como será a próxima safra, e não podemos ficar sem os nossos vinhos, nosso principal produto”, afirma. Com isso, os turistas podem ficar tranquilos: a bebida típica do Caminho do Vinho, não vai faltar. “O vinho, quanto mais velho, mais saboroso”, comemora Bernadete. Nas vinícolas, além do vinho, o turista encontra queijos e salames coloniais, perfeitos para acompanhar a degustação do tradicional vinho colonial.

 

O Caminho do Vinho

 

Além das vinícolas, o Caminho do Vinho conta com vários restaurantes, que trazem o melhor da comida rural, feita no fogão a lenha, com todo o sabor dos tradicionais pratos do interior. E há os cafés coloniais, sucesso entre os frequentadores, onde tudo tem gostinho de casa da vovó: bolos, tortas, sobremesas, bolachas e geleias. Pesque-pague, passeio de pônei, lindas chácaras e redes para descanso completam as opções de lazer do local.

O Caminho do Vinho, que completou 15 anos em 2014, fica na área rural de São José dos Pinhais, a 30 quilômetros do centro de Curitiba. O roteiro surgiu após um incentivo da prefeitura de São José dos Pinhais para promover o turismo da região, que já era conhecida pela produção artesanal de vinhos e demais produtos coloniais, fruto da tradição das famílias que há anos moram na região, conhecida como Colônia Mergulhão.

Para quem desejar conhecer o espaço, há uma linha de turismo especial, que leva passageiros do centro de São José dos Pinhais direto ao roteiro. O passeio custa R$20, com paradas para compras nos estabelecimentos. O almoço e o café da tarde são pagos à parte, e ficam entre R$ 27 e R$ 40.

 

Serviço:

Caminho do Vinho

Rua Júlio Cesar Setenareski, na Colônia Mergulhão

São José dos Pinhais

Informações sobre o passeio e os empreendimentos no site caminhodovinho.tur.br

 

 

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