Com inovação, madeira pode ter mesma resistência que concreto

A inovação na indústria da madeira trouxe a possibilidade de que uma peça de pinus tratada possa ter a mesma resistência que uma viga de concreto. Embora isso não seja novidade na Europa, no Brasil essa e outras inovações ainda estão chegando. É o que explica o gerente da unidade do Senai em Arapongas, Nilson Violato. “A inovação está no tratamento dado à madeira”, diz. O exemplo dado pelo gerente da unidade, onde está instalado o Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário, é um dos caminhos que a indústria da área pode seguir para oferecer produtos diferenciados no mercado.

O diferencial entre a madeira mais resistente e a viga de concreto, segundo Violato, é a durabilidade maior, por ser um produto natural. Para chegar a esse ponto de resistência e durabilidade, segundo ele, o material passa por um preparo em que são adicionados alguns produtos, como fungicidas e anti-cupins.

 

Investimento

Essa e outras formas de inovar no setor passam pela necessidade de se encontrar produtos com maior valor agregado. E para chegar a esses produtos é preciso mais atenção e investimento em novas tecnologias. “Primeiro é necessário saber em que o empresário quer aplicar a madeira, e depois, encontrar uma solução inovadora”, explica.

A partir da ideia que o industrial tem, o Senai no Paraná, com seus institutos de tecnologia e inovação, podem mostrar o caminho e tornar concreta a intenção. “Os institutos podem dar a solução na área de sustentabilidade ambiental, química e na área física, aplicada”, afirma Violato. O gerente acrescenta que os institutos de Madeira e Mobiliário, Papel e Celulose e Meio Ambiente podem trabalhar em conjunto para tornar real a ideia do industrial.

Para o diretor da Agência de Desenvolvimento da Cadeia de Madeira do Médio Rio Tibagi, em Telêmaco Borba, Manoel Francisco Moreira, o investimento da indústria na inovação e do estado na educação (com os estudos nas universidades) são os dois passos importantes para a indústria de madeira no Brasil. “A inovação nos mantém mais competitivos”, acrescenta. A agência tem trabalhado em conjunto com o Senai no Paraná para buscar alternativas nesse ramo industrial.

O Senai e a Agência de Desenvolvimento da Cadeia de Madeira do Médio Rio Tibagi participaram da ExpoMadeira, evento que ocorreu em Curitiba entre os dias 9 e 11 de março. Durante o evento, ocorreu o lançamento de um livro sobre a utilização de pinus na indústria de madeira. A obra “Qualidade e processo produtivo da madeira para utilização em mobiliário” é coordenada pelo professor Jorge Daniel de Melo Moura, da Universidade Estadual de Londrina. O Senai no Paraná é um dos parceiros da obra.

Imprensa – FIEP

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