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Novas frentes para empresas logísticas

Sim, a crise continua a castigar o país, com índices ruins em todas as frentes de atuação. Sim, muitas empresas fecharam e outras fecharão suas portas por não conseguirem lidar com as dificuldades: baixos volumes de receita, custos em alta, aperto no fluxo de caixa. Sim, estamos há um tempo discutindo estratégias e tomando medidas para nos mantermos saudáveis em nosso negócio. Não fomos abalados com tanta força, mas ainda assim o mercado logístico sente, e muito, os efeitos da situação econômica.
Hoje minha proposta é discutir sobre aqueles que vislumbraram novos arranjos, novos segmentos, novos negócios dentro de sua estrutura. A crise reduziu o volume de cargas, deixou o mercado com frota ociosa e aumentou a concorrência. Nós partimos para a diversificação com adaptação da estrutura para conquistar outros mercados (já atuamos em 05 setores diferentes, além do automotivo), cultura do controle de custos, estrutura enxuta, foco na produtividade. Estreitamos o relacionamento com nossos clientes e, juntos, buscamos alternativas para passar por este momento tão complicado.

Abrir novas frentes inclui boas negociações na cadeia para, com a melhor compra, conseguir ajustar as contas. O controle dos custos é fundamental. Acompanhar muito de perto para evitar qualquer desperdício. Fomentar a busca de boas ideias entre os colaboradores, principalmente os que estão no dia a dia da operação, e estimular para que observem e utilizem sua experiência para trazer melhorias.

Bons exemplos
Num cenário com baixos volumes de carga, muita frota disponível no mercado, concorrência se aventurando e fazendo negócios “impossíveis”, algumas mudanças podem ajudar a empresa a se diferenciar:
• Investimento em ações de melhorias que se traduzem em maior produtividade
• Redução de possíveis ociosidades, para diminuir a frota nas rodovias e, consequentemente, reduzir a emissão CO2.
• Buscar constante revisão dos tipos de equipamentos utilizados em cada operação (esta ação muitas vezes muda completamente a rentabilidade do negócio).
• Acompanhar regularmente o resultado através de indicadores bem formatados e envolver os gestores no alcance das metas.
• Ter um bom sistema integrado, capaz de controlar com precisão a gestão operacional e administrativa.
• Envolver o cliente na busca de melhorias.

Na Sulista ganhamos muito com as mudanças. Temos uma equipe mais alinhada e comprometida, demonstrando muita maturidade e profissionalismo para buscar o resultado esperado. Todos são agentes de negócio e, de alguma maneira, estão vendendo o tempo todo. Devemos ser gratos por atuar com clientes que nos exigem, nos aprimoram, nos deixam inquietos. Isso faz com que a criatividade não se esgote nunca.

*Josana Teruchkin é diretora executiva da Transportadora Sulista
Josana Teruchkin 2

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