Purple Day: Dia de quebrar preconceitos e saber mais sobre a epilepsia

Há cinco anos, o movimento internacional Purple Day desembarcou no Brasil para fazer do roxo (purple em inglês) a cor da conscientização. Liderado por associações médicas e de pacientes, a data celebrada no dia 26 de março tenta desmistificar o estigma ao redor da doença e do convívio com os pacientes, levando mais informação à população.

Diversas ações marcam o Purple Day 2016 com o objetivo de esclarecer cada vez mais sobre a doença, que apesar de conhecida, ainda é alvo de preconceito. “Esperamos que chegue um momento em que todos saibam o que é a epilepsia e como lidar com alguém que está passando por uma crise”, afirma Eduardo Caminada Jr., diretor do Purple Day no Brasil e presidente da associação de pacientes Viva com Epilepsia.

A UCB Biopharma, empresa farmacêutica de origem belga, com princípios e foco no paciente, também contribuirá para engajar a população no tema. No dia 26 de março, seis famosas fontes de cidades do Brasil serão iluminadas de roxo para alertar sobre a doença. Serão elas: Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, e a fonte do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O mote da campanha criada pela farmacêutica para esse ano é “Epilepsia não é coisa de outro mundo”, fazendo alusão ao estigma e preconceito existentes em relação à doença.

A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro que são recorrentes e geram as crises epilépticas. As crises podem se manifestar com alterações da consciência ou eventos motores, sensitivos/sensoriais, autonômicos (por exemplo: suor excessivo, queda de pressão) ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por outra pessoa. Sua incidência é estimada em 50 milhões de pessoas no mundo pela Organização Mundial de Saúde. No Brasil esse número chega a 3 milhões de pacientes.

Caso o paciente não tenha a epilepsia controlada, ou seja, ele continue a apresentar crises de longa duração e forte intensidade, ele pode apresentar uma piora da sua condição. Suas causas podem estar relacionadas a genética, lesões no cérebro decorrentes de traumas, infecções, abuso de bebida alcoólica ou drogas, problemas intrauterinos ou ocorridos durante o parto.

As constantes crises provocam reações de outras pessoas, aumentando o preconceito histórico já existente ao redor da doença. “É muito impactante o cenário para quem presencia uma crise epiléptica e que pode gerar uma conduta inadequada. As pessoas evitam tocar na saliva pois acham que é contagioso e insistem em puxar a língua da pessoa, o que é errado”, afirma a neurologista pediátrica e presidente da Liga Brasileira de Epilepsia, Dra. Adélia Henriques Souza.

Ainda de acordo com a especialista, a imagem associada a crises epilépticas também prejudica o conhecimento geral da doença, que em 70% dos casos pode ter as crises controladas por medicamentos, o que proporciona uma vida normal ao paciente.

Em 2015, esse preconceito colocou a doença como prioritária na agenda da OMS. “Nosso objetivo é mostrar que epilepsia não é coisa de outro mundo, não é algo tão diferente quanto parece. Os pacientes podem ter uma vida normal e fazer as mesmas coisas que outras pessoas fora desta condição”, relata Caminada.

 

Sobre o Purple Day

O Purple Day é um movimento internacional, que tem como objetivo aumentar a consciência sobre a epilepsia. Anualmente, no dia 26 de março, as pessoas são convidadas a se vestir de roxo nos eventos em prol da conscientização sobre a doença.

A data foi criada em 2008 por Cassidy Megan, na época com nove anos, em Nova Escócia no Canadá, com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). Em 2009, a Fundação Anita Kau¬mann, sediada nos EUA, tornou-se parceira do movimento. No Brasil, o Purple Day está presente desde 2011.

 

Sobre a UCB Biopharma

A UCB é uma empresa farmacêutica centrada no paciente, cujo compromisso é desenvolver ações de sensibilização para doenças dos sistemas imunológico e nervoso central, mediante a divulgação de informações para os pacientes, cuidadores e a comunidade em geral. Para alcançar isso, potencializamos avanços científicos e habilidades em áreas como genética, biomarcadores e biologia humana a fim de aprimorar o conhecimento para levar aos pacientes o medicamento e o tratamento adequado para cada um.  <bruna.almeida@bm.com>

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