Transplante de medula óssea pode ser utilizado no tratamento de casos graves da doença de Crohn

Os benefícios do transplante de medula óssea no tratamento de tumores hematológicos já são conhecidos. A novidade é que o procedimento continua sendo aperfeiçoado para contribuir com a recuperação de pacientes que sofrem de outras patologias, como as doenças autoimunes. Médicos e pesquisadores presumem que a incidência de pessoas com este problema passou de 3 a 5% para 15 a 20% da população mundial.

Embora exista mais de 30 doenças autoimunes, o transplante de medula óssea apresenta uma eficácia maior no tratamento de algumas delas, como a doença de Crohn. “Em casos graves, nos quais o paciente não responde mais a nenhum tratamento, o objetivo do transplante de medula óssea é gerar o reinício do sistema imunológico, fazendo com o que o organismo pare de produzir anticorpos que atacam as próprias células”, explica a hematologista e coordenadora do Centro de Transplante de Medula Óssea da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Aline Miranda de Souza.

Para isso, é utilizada uma técnica chamada de transplante autólogo de medula óssea. “O paciente recebe uma medicação que induz as células-tronco a migrarem do interior da medula óssea para o sangue periférico (que circula pelas veias e artérias). O sangue do paciente é coletado por uma veia do braço e passa por uma máquina capaz de separar o grupo de células-tronco das demais. Depois de colhidas, as células são preservadas vivas, por meio de congelamento, até o momento da infusão. O procedimento é indolor e dura em torno de três a quatro horas, sendo que a coleta pode ser feita mais de uma vez, até se atingir o número necessário para a realização de um transplante seguro”, explica a especialista.

Com a realização do transplante de medula óssea, os pacientes com doença de Crohn grave têm uma grande chance de recuperação e melhora da qualidade de vida. “Temos estudos que mostram que até 50% dos pacientes passam a não ter mais necessidade de utilizar medicamentos para o controle da doença de Crohn após o transplante. Cerca de 40% não ficam completamente curados, mas melhoram o estado de saúde e passam a responder aos medicamentos. Apenas 10% não manifestam melhora”, revela Aline.

O que é a doença de Crohn?

Trata-se de uma doença que causa inflamações em todo o aparelho digestivo, da boca ao ânus, mas predominantemente na parte final do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon). A manifestação dos sintomas da doença de Crohn acontece, geralmente, entre 20 e 30 anos de idade ou entre 50 e 60 anos. Os principais sintomas são dor abdominal e surtos de diarreia com a presença de muco e sangue, febre e anemia em casos mais graves por deficiência na absorção de nutrientes e pelos sangramentos frequentes. Entre os exames indicados para o diagnóstico da doença, estão colonoscopia, endoscopia e exames de sangue para avaliar o grau e a extensão da doença de Crohn.

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é composta por três modernos hospitais que fazem parte da história da capital paulistana: Pompeia, Santana e Ipiranga. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são seus principais pilares de atuação. As Unidades têm capacidade para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea. Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 668 leitos e um quadro clínico de mais de 3,7 mil médicos qualificados. Seus hospitais possuem importantes acreditações internacionais, como a da Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, Qmentum Diamante, metodologia internacional da Accreditation Canada e a da ONA (Organização Nacional de Acreditação). A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1922, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar da Ordem global. <assessoria.imprensa@hospitalsaocamilosp.org.br>

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