Hipertensão mal controlada ou sem diagnóstico reduz em média 16,5 anos na expectativa de vida

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC lança campanha para ampliar a adesão ao tratamento da hipertensão arterial, já que 35,5 milhões de brasileiros têm a doença e não se cuidam. A ação será deflagrada em todo o país pela passagem do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, em 26 de abril. Os folders e cartazes terão os atores Marcelo Serrado e Ingrid Guimarães vestindo a camiseta “Eu sou 12 por 8”, campanha que já está na sétima edição.

O Brasil tem 47,5 milhões de hipertensos e somente 19,6% estão com os valores pressóricos adequadamente controlados. O slogan da campanha é “Quem trata a hipertensão vive sem restrição”. Para o diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC, Weimar Sebba Barroso, além de visitar o médico com regularidade, o hipertenso precisa tomar o medicamento prescrito, cuidar da alimentação e exercitar-se.

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte, com 350 mil óbitos todos os anos no Brasil. Um dos principais fatores de risco para essas altas taxas de mortalidade é a hipertensão, responsável por 57,5 mil mortes anuais em decorrência dos infartos e 63 mil óbitos anuais por AVCs. “Sem falar nos que sobrevivem e passam a conviver com sequelas para sempre. Controlar a hipertensão pode aumentar em 16,5 anos a expectativa de vida”, esclarece o cardiologista.

O presidente da SBC, Marcus Bolívar Malachias, lembra que 80,4% negligenciam a doença no país,  não tomam regularmente o remédio prescrito e consequentemente não controlam seus níveis pressóricos. Os dados fazem parte da compilação de 14 estudos populacionais feitos nos últimos 15 anos. “O índice de quem não se trata pode ser ainda maior, já que os estudos analisados são bastante heterogêneos e com baixa abrangência em áreas rurais, onde existe menor cobertura do Programa de Saúde da Família”, explica Malachias.

Nos Estados Unidos, 53% dos hipertensos têm a pressão controlada e, no Canadá, este índice chega a 68%. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada ano a hipertensão causa 7,6 milhões de óbitos de pessoas em todo o mundo, cerca de 80% em países em desenvolvimento como o Brasil, mais da metade na faixa de 45 a 69 anos.

Weimar Sebba Barroso destaca que, na maioria das vezes, a hipertensão é silenciosa, não apresentando qualquer sintoma. “Basta realizar a medida da pressão de forma adequada no consultório ou em um posto de saúde para descobrir o problema e iniciar um tratamento, com orientação de um médico”, completa. <atendimento@docpress.com.br>

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