Invasão de bloqueadores de anúncios ameaça o futuro do mercado de publicidade digital, diz Accenture

Sinalizando uma ameaça grave e contínua para a indústria de publicidade digital, uma nova pesquisa da Accenture (NYSE: ACN) revela que a maioria dos consumidores no Brasil (74%) estão cientes das várias alternativas para bloquear publicidade, como os bloqueadores de anúncios, enquanto assistem a vídeos ou leem um texto.

O estudo da Accenture realizado com 28 mil consumidores, em 28 países, também revela que no Brasil 54% pagariam por novas soluções que eliminam anúncios.

Os bloqueadores de anúncios automaticamente removem ou alteram conteúdo de publicidade em uma página da web, como vídeos, imagens e texto. Este recurso possibilita que os usuários de TVs, smartphones, PCs e tablets carreguem mais rapidamente arquivos de vídeo, vejam páginas da web com aparência mais limpa, reduzam o consumo de banda larga e melhorem a sua privacidade, eliminando sistemas de localização e de perfil de plataformas de publicidade em vídeo.

“Os bloqueadores de anúncios são uma ameaça relativamente nova para a indústria de publicidade digital”, diz Gavin Mann, líder global de Broadcasting da Accenture. “Os consumidores estão cada vez mais dispostos a pagar por bloqueadores porque muitos anúncios são mal direcionados. No mundo de hoje, de conteúdo personalizado, ser forçado a assistir a um anúncio que não tem nenhuma relevância é uma oportunidade perdida e parece ser cada vez mais intrusivo para o precioso tempo de tela. Na verdade, a simples prevenção de conteúdo associado com publicidade irrelevante pesada e repetitiva irá aumentar à medida que a escolha e conscientização de opções do consumidor aumentarem”.

Conscientização demográfica

Consumidores jovens são excepcionalmente conscientes de bloqueadores de anúncios:

  •          No Brasil, 74% das pessoas entre 18 e 24 anos conhecem alternativas de interrupção de anúncios;
  •          75% dos que têm entre 25 e 34 anos disseram o mesmo.

Estes consumidores mais jovens estão especialmente dispostos a utilizar algum recurso para remover anúncios.

  •          49% dos jovens entre 18 e 24 anos planejam aderir a novas ofertas que removem anúncios, enquanto este percentual é de 56% no grupo que tem idades de 25 a 34 anos.

Países emergentes X desenvolvidos

A conscientização sobre alternativas de bloqueio de publicidade é especialmente prevalente entre os consumidores em países emergentes.

  •          65% dos entrevistados nestes países conhecem alternativas, enquanto nos países desenvolvidos o percentual é de 58%;
  •          A conscientização é especialmente elevada no México: 82%; enquanto no Reino Unido é de 55%;
  •          Regionalmente, o conhecimento dos bloqueadores de anúncios é especialmente disseminado na América Latina (78%) e no Médio Oriente (69%);
  •          47% dos entrevistados nos países emergentes planejam, este ano, pagar por soluções que removem anúncios, em comparação a 34% que pretendem fazê-lo nos países desenvolvidos.

“Não faz sentido seguir as tentativas sem sucesso da indústria da música para frustrar a pirataria”, acrescenta Mann. “É inútil concentrar todos os esforços na tentativa de enganar a tecnologia em constante evolução para forçar o público a assistir anúncios. A indústria precisa aproveitar os sucessos que oferecem anúncios direcionados, relevantes e divertidos, fazendo com que atrapalhem menos o precioso tempo de tela”.

De acordo com a Accenture, as pessoas não gostam de anúncios porque eles são intrusivos e inevitáveis, atrapalham a sua experiência, e como regra geral, não são tão criativos. Esse é o problema – não os bloqueadores de anúncios. A indústria precisa se concentrar na causa da raiz do problema, não nos sintomas.

“Estamos quase que literalmente impondo os anúncios para as pessoas”, afirma Mann. “Eles são realmente mais intrusivos que na TV linear. As pessoas dizem que a mídia é um negócio de pessoas. Então, vamos pensar nas pessoas (nossos clientes). Vamos ser criativos (literal e figurativamente) para resolver o problema. ”

A Accenture recomenda que as empresas invistam pesadamente em experiência do usuário e na transformação de interface do usuário, estúdios de produção e recursos de suporte de pós-produção e instalações para oferecer a melhor experiência de usuário, de forma colaborativa. Equipada com uma riqueza de tecnologias operacionais e analíticas que podem ser aplicadas para resolver estes problemas de negócios, a indústria pode oferecer mais capacidades criativas e um serviço mais robusto para os clientes.

Metodologia
Entre outubro e novembro de 2015, a Accenture conduziu uma pesquisa on-line com 28 mil  consumidores na Austrália, Brasil, Canadá, China, República Checa, França, Alemanha, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Holanda, Filipinas, Polónia, Roménia, Rússia, Arábia Saudita, Eslováquia, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. A amostra em cada país foi representativa da população on-line, sendo que os entrevistados tinham idades variando de 14 a 55 anos. A pesquisa e a modelagem de dados correlatos quantificam a percepção dos consumidores de dispositivos digitais, conteúdos e serviços, padrões de compra, preferência e confiança em prestadores de serviços, e o futuro de seus estilos de vida conectados.

Sobre a Accenture
Accenture é uma empresa líder global em serviços profissionais, com ampla atuação e oferta de soluções em estratégia de negócios, consultoria, digital, tecnologia e operações. Combinando experiência ímpar e competências especializadas em mais de 40 indústrias e todas as funções corporativas – e fortalecida pela maior rede de prestação de serviços no mundo – a Accenture trabalha na interseção de negócio e tecnologia para ajudar companhias a melhorar seu desempenho e criar valor sustentável para seus stakeholders. Com aproximadamente 373.000 profissionais atendendo a clientes em mais de 120 países, a Accenture impulsiona a inovação para aprimorar a maneira como o mundo vive e trabalha. Visitewww.accenture.com.br<gabriela.clemente@bm.com>

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