Médicos defendem metas ainda mais baixas para o colesterol ruim

Cardiologistas estão trabalhando em um novo documento que define metas ainda mais baixas para colesterol ruim (LDL-C), principalmente para pacientes que sofrem com alto risco de problemas cardiovasculares. A 5ª Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose estabelece que pacientes de alto risco devam estar com LDL-C abaixo de 70 para evitar possíveis complicações. A nova meta que está em discussão prevê que os especialistas procurem atingir LDL-C abaixo de 50 mg/dL (miligramas por decilitro de sangue).

Atualmente, especialistas contam com a 5ª Diretriz para facilitar o cuidado de pacientes com dificuldade de controlar os níveis de colesterol, mas a proposta é alterar esse conteúdo. A defesa dessa nova diretriz é feita com base em recentes estudos clínicos, o que inclui o IMPROVET-IT[1]. Pacientes com alto risco são aqueles que já sofreram algum tipo de evento cardiovascular – como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ou AVC – portadores de diabetes, portadores de insuficiência renal crônica e com elevado escore de risco. O que a 5ª Diretriz preconiza são o Escore de Risco Global e o Escore de Risco pelo Tempo de Vida, que levam em conta: sexo, idade, valor do colesterol total, o valor do HDL-C, se a pressão arterial é normal ou controlada à custa do uso de medicamentos, presença do tabagismo e de diabetes.

Para o Dr. Marcelo Bertolami, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, a nova diretriz também pretende criar novas metas para pacientes de médio e baixo risco, mas esse ponto precisa ser avaliado com bastante atenção. “A atual diretriz diz que para médio risco o ideal é manter o LDL-C abaixo de 100, enquanto para pacientes de baixo risco esse valor de ser individualizado, ficando, em geral para menos de 130 mg/dl”, destaca o especialista.

Tratamento

Atualmente, as medicações mais utilizadas para reduzir o LDL-C e, consequentemente, o risco cardiovascular, são as estatinas. Porém, os médicos reforçam a importância do desenvolvimento de novas terapias que podem ajudar no controle do colesterol. Para o Dr. Marcelo, do ponto de vista clínico, uma parcela considerável de pacientes sofre de efeitos colaterais dos remédios, ou não atingem as metas propostas de tratamento com todos os produtos atualmente disponíveis. Para a National Lipid Association, cerca de 25% dos pacientes que utilizam a estatina sofrem com algum efeito colateral”, esclarece o especialista.

O Dr. Marcelo finaliza que é importante que os médicos estejam atentos às insatisfações dos pacientes, sobretudo os idosos que muitas vezes não abordam fraquezas e outras reclamações.

Hipercolesterolemia familiar / Colesterol alto

Aquelas pessoas que têm mais dificuldade para baixar os níveis de colesterol precisam estar em alerta para entender se, na verdade, elas podem apresentar um problema mais complexo. É o caso da Hipercolesterolemia Familiar, que pode ser na forma heterozigótica ou homozigótica. A heterozigótica é mais comum do que os próprios médicos imaginam.

Para o cardiologista Dr. André Falud, presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, tem se falado que a doença, em sua forma heterozigótica, pode acometer 1 em cada 250 pacientes e, por isso, tanto os médicos como os pacientes precisam estar atentos. “A Hipercolesterolemia Familiar é uma doença com pré-disposição genética e merece grande atenção por ser a doença genética mais comum, mas muitas vezes ignorada”,reforça o especialista. Isso significa que se um indivíduo é diagnosticado com a patologia, outros familiares possivelmente sofrerão do mesmo problema.

Controle do colesterol vai além da medicação. Especialistas dão dicas de atividades associadas que ajudam a reduzir a meta:

  • É essencial a prática de atividades físicas: corrida, caminhadas, algum esporte do agrado do paciente. A atividade física impacta na perda de gordura do indivíduo e também aumenta o colesterol bom (HDL).
  • Importante considerar uma dieta balanceada para ajudar no tratamento.
  • Tabagismo deve ser evitado em qualquer circunstância – o cigarro facilita a formação de trombos, o que é um perigo para pacientes com colesterol.

 

 

Amgen Brasil

A Amgen chegou ao país em 2009, com a abertura do primeiro escritório para coordenar pesquisas clínicas na América do Sul. Em abril de 2011, a companhia adquiriu o laboratório brasileiro Bergamo e readquiriu seus produtos que eram comercializados pela Mantecorp. Atualmente, a Amgen oferece no Brasil tanto os medicamentos biológicos para tratar doenças complexas, quanto os produtos da marca Bergamo. A empresa, que trabalha seguindo sua missão de servir aos pacientes, encontra-se em processo de expansão e trará ao mercado brasileiro cinco novos medicamentos até 2017, além de readquirir produtos que estavam sob o direito comercial de outras companhias. <alberto.madjer@tinocomunicacao.com.br>

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