Prevenção é a melhor aliada para combater a gripe H1N1

Campanha nacional contra a gripe inicia-se no dia 25 de abril, mas a conscientização da população ainda é o fator decisivo para a diminuição dos casos

Com a aproximação dos meses mais frios do ano, o número de pessoas diagnosticadas com gripe tende a aumentar. A gripe é causada pelo vírus influenza, que tem dois tipos, o influenza A e influenza B; sendo o tipo A com vários subtipos (dentre eles o H1N1). A gripe H1N1 ficou conhecida pela população em 2009, quando houve a epidemia da doença. As pessoas começaram a se prevenir, fazendo uso da vacina, usando o álcool gel, fazendo a lavagem das mãos, por exemplo. Porém, com o passar dos anos, muitos deixaram de lado os cuidados que devem ter para evitar a disseminação e a infecção.

A infectologista e clínica médica da Cardio & Saúde, Maria Inez Domingues Kuchiki, conta que a principal forma de prevenção é tomar a vacina contra a gripe anualmente, além de evitar locais com aglomerações de pessoas, sempre lavar as mãos e, quando possível, utilizar álcool em gel para higienização das mãos. “Toda forma de prevenção é válida, mas a vacinação já deixou de ser uma questão pessoal e agora é de saúde pública, pois com essa atitude, a propagação do vírus diminui. No entanto, depois da epidemia de 2009, vem reduzindo o número de pessoas que se vacinam. Muitos se assustaram em 2009, vacinaram em 2010, porém não repetiram a vacina nos anos seguintes e não estão mais protegidas.”

Todos devem ficar atentos para evitar a gripe, principalmente pacientes que têm maior risco de complicações, entre eles idosos, crianças, gestantes, portadores de doenças crônicas como diabetes, asma, hepatites e HIV. Nesses casos, o paciente pode desenvolver a forma mais grave da gripe, pois o vírus descompensa a doença que eles já possuem. O tratamento da gripe (incluindo a gripe A-H1N1) é com o medicamento oseltamivir (Tamiflu®). “O paciente deverá tomar dois comprimidos diariamente durante cinco dias. A melhor eficácia do tratamento é nas primeiras 36 horas (até no máximo 72h), depois desse período o especialista deve verificar o estado em que o paciente se encontra para definir como deverá proceder”, finaliza a infectologista.

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Saiba a diferença entre resfriado e gripe

Resfriado: coriza leve, dor de garganta, leve febrícula (entre 37,5-37,8 graus). Não deixa a pessoa de cama ou faz com que ela falte compromissos, como aula e trabalho.

Gripe: febre alta (acima de 38 graus) com calafrios e de início súbito. Pode estar associada a tosse seca. A gripe deixa a pessoa de cama e impossibilita que ela compareça a seus compromissos.

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