Depois do boom, Portão inaugura nova fase de lançamentos, com empreendimentos familiares e perfil de segundo imóvel

O Portão é um dos bairros preferidos para a compra do imóvel em Curitiba, como revelou a pesquisa Perfil Imobiliário 2015 da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR). Mesmo ocupando a dianteira na preferência do comprador, o bairro acumulou uma queda de unidades novas disponíveis para a venda nos últimos anos, e passa por um processo de recuperação da oferta. Ainda segundo dados da Ademi/PR, enquanto de 2010 a 2012 a disponibilidade média na região era de 25%, de 2013 a 2015, ela ficou em torno de 19%. A disponibilidade mede o percentual de unidades à venda em relação ao total de unidades lançadas no período.

O sócio dirigente da BRAIN Bureau de Inteligência Corporativa, Fábio Tadeu Araújo, lembra que, no referido período, o pico de apartamentos novos lançados no Portão foi em 2013, quando foram colocados 2.274 imóveis à venda. Nesse ano, também se registrou a menor disponibilidade da região, de 18%. “Os lançamentos nessa fase concentraram-se no primeiro imóvel, ou seja, apartamentos compactos com dois dormitórios, com preços econômicos, mais voltados para os jovens que estavam saindo do aluguel ou se casando. Grande parte desses empreendimentos baseou-se no conceito de condomínio-clube, com diversos itens de lazer e muitas unidades”, contextualiza.

Com a oferta de unidades para esse nicho absorvida, Araújo diz que o bairro inicia um novo ciclo, mais alinhado a um movimento de upgrade, ou seja, para atender casais que já tem filhos e precisam de um imóvel maior, mas não querem sair do bairro. “A tendência é que as construtoras e incorporadoras continuem a atender quem procura o imóvel, especialmente em núcleos em que predominam as habitações horizontais, ou seja, casas e sobrados. Entretanto, os novos empreendimentos serão mais direcionados para unidades com três dormitórios e área privativa maior para atender a família que cresceu e precisa de um espaço maior”, analisa.

Segundo imóvel – Atender a essa nova demanda é o que espera a Swell Construções e Incorporações, incorporadora curitibana que lançou no fim do ano passado o BonneVie Home & Living, numa rua sem saída do Portão, próximo à Rua João Bettega, principal via do bairro. O diretor de incorporações, Leonardo Pissetti, conta que para a elaboração do projeto a empresa realizou um estudo de pesquisa de mercado que identificou um número considerável de pessoas que, num primeiro momento, adquiriram o chamado “imóvel de entrada”, ou seja, apartamentos com dois ou três dormitórios, com área privativa inferior a 70 m².

“Agora, com a família planejada ou mesmo estabelecida, essas pessoas estão buscando um imóvel em construção para fazer o upgrade, pois, terão tempo para pagar a parte da poupança, comercializar o imóvel atual que fará parte do pagamento e adquirir a nova moradia. Outro movimento é das famílias que compraram o primeiro imóvel na planta e, quando entregue, ele ficou pequeno para a sua necessidade e agora buscam a moradia definitiva”, revela Pissetti.

O empresário conta que, a partir dessa análise, chegou-se à formatação do BonneVie Home & Living, que agrega itens e tem padrão superior aos imóveis que foram lançados na etapa anterior. O condomínio conta com torre única e apenas 43 apartamentos. As unidades de dois dormitórios têm 73 m², com uma suíte de 14 m², uma ou duas vagas de garagem, e sacada gourmet. Já os apartamentos de três dormitórios têm 80 a 87 m² de área privativa. “Desse modo, podemos atender com conforto e eficiência todas as necessidades de uma família estabelecida, dentro de sua capacidade financeira”, ressalta Pissetti.

Perfil do público – Até o momento, o empreendimento já está com 30% das unidades vendidas. “Estamos satisfeitos com o resultado, pois, tirando os períodos de férias, recesso e feriados, até a presente data vendemos dois apartamentos por semana e em todas as tipologias”, revela o incorporador. Ele diz ainda que embora o perfil do público comprador, e mesmo dos clientes que visitam o empreendimento, seja variado, é possível estabelecer algumas distinções.

De modo geral, a maioria dos clientes é composta por casais com dois ou três filhos, com renda familiar mensal acima de R$ 12 mil. As unidades de dois e três quartos, com as menores áreas privativas, têm sido mais procuradas pelos casais jovens, com 30 anos em média. Além disso, há a busca de unidades com três dormitórios e 80 m² para investimento em futura locação. “Para os apartamentos com área interna maior, assim como coberturas, predominam os casais que já moram na região e não abrem mão dessa localização. Esse público é mais maduro, com idade a partir de 40 anos”, descreve Pissetti.

Além dos moradores do próprio Portão, o empreendimento tem atraído pessoas que residem em bairros próximos, como o Água Verde, e mesmo aquelas que já têm amigos ou familiares que vivem no local. “Além disso, temos recebido pessoas que trabalham na região e querem morar ali para encurtar a distância de casa e passar menos tempo no trânsito. Muitos não imaginavam que poderiam encontrar um edifício numa rua sem saída, só com residências, e perto de um polo com infraestrutura de comércio e serviços consolidada”, comenta o incorporador. (contato@memilia.com)

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