Brincadeiras “de antigamente” ganham espaço entre as crianças

Amarelinha, jogo da velha, jogo da memória. Com certeza ao menos uma dessas brincadeiras simples alegraram a infância de quem hoje tem 30 ou 40 anos. E agora elas estão sendo resgatadas, num movimento que propõe o retorno à tradição em meio a um mundo extremamente tecnológico, cheio de brinquedos eletrônicos.

A discussão sobre a importância das brincadeiras clássicas volta à tona nesta semana, quando se comemora a Semana Mundial do Brincar (22 a 28 de maio). O objetivo da iniciativa, lançada em 2009 pela Aliança pela Infância, é promover brincadeiras em espaço aberto que envolvam música, arte, teatro, dança, circo, leitura, contação de histórias e manifestações culturais tradicionais.

“Brincadeiras como o jogo da memória e o jogo da velha colocam crianças, adultos e idosos brincando juntos, fazem a família brincar reunida. E não deixam de ser um exercício para todas as idades”, afirma o arquiteto Daniel Denes Cesário Pereira. Pereira é sócio do estúdio de design Studio Creme, que desenvolveu uma linha de brinquedos com “ar de antigamente”. Para ele, o sucesso dos produtos está na simplicidade e no estímulo às brincadeiras coletivas. Além de jogo da memória e jogo da velha, o estúdio criou uma casinha de madeira desmontável, fácil de transportar e guardar.

Linguagem

Justamente por instigarem o convívio e a interação, as brincadeiras tradicionais são melhores para o desenvolvimento da linguagem em crianças do que os brinquedos que emitem luzes, vozes e sons. É o que apontam diversos estudos. A explicação é simples: se o brinquedo fala, pais e filhos se calam. Uma pesquisa publicada neste ano na revista JAMA Pediatrics mostrou que os pais usaram em média 40 palavras por minuto nas brincadeiras com eletrônicos. Já nas atividades com brinquedos tradicionais, foram 56 palavras.

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