Casos de raiva reacendem alerta contra a doença no Paraná

Os últimos casos do vírus da raiva diagnosticados no Paraná reacenderam o alerta contra a doença, que não tem cura para os animais, e muitas vezes pode ser fatal para os humanos. Para o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unopar de Arapongas, Luiz César da Silva, os novos casos estão associados com a migração de morcegos das zonas rurais para as áreas urbanas.

Conhecida desde a antiguidade, a raiva é uma infecção viral transmitida a partir da saliva de animais infectados e afeta o sistema nervoso da vítima, provocando paralisia. “Todo caso termina desta forma, já que a doença afeta o cérebro, mas os animais carnívoros como os cães, apresentam um quadro inicial que envolve a fúria”, explica o professor.

Para o especialista, a melhor solução contra o problema é evitar a transmissão de morcegos para animais domésticos com a prevenção. “Nunca deixe o animal solto na rua sem supervisão, e caso encontre um morcego no chão durante o dia ou morto, e souber que houve contato dos animais, o recomendado é acionar a vigilância sanitária para que as medidas necessárias sejam tomadas”, recomenda. “É importante que o animal também esteja com todas as suas vacinas em dia”, acrescenta. 

Sintomas e Tratamento

De acordo com o docente, os primeiros sintomas da doença só ficam evidentes três dias depois que o animal já começou a transmitir o vírus pela saliva, e estão ligados ao seu comportamento. “O animal fica mais calado, foge da luz e passa a ficar mais tempo escondido, não reconhece os donos, começa a ter dificuldades para engolir saliva, sua voz muda e somente então começa a apresentar o surto furioso”.

Em tais situações, a recomendação também é chamar a vigilância sanitária, que realizará o procedimento adequado para o animal, e ainda poderá tratar todas as pessoas e animais que estiveram em contato com ele. Em casos de mordidas por animais de rua, a orientação é que as pessoas procurem imediatamente um posto médico e informem a ocorrência para aplicação das vacinas devidas. <Tiago.Silva@s2publicom.com.br>

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