Curitiba terá caminhada nesse domingo, 29, na Campanha Maio Roxo

Diarreia  frequente, dor abdominal e, frequentemente, sangramento retal são alguns dos sintomas comuns às duas doenças inflamatórias intestinais, Crohn e Retocolite Ulcerativa, de caráter crônico e que podem levar seus pacientes, em idade produtiva, a hospitalizações recorrentes e à incapacitação para o trabalho, causando também grande impacto na qualidade de vida, social e psicológica.  Por isso,  o Brasil, por iniciativa da ABCD – Associação Brasileira de Colite e Doença de Crohn se une a outras 31 associações, médicas e de pacientes, de todo o mundo para durante o mês de maio conscientizar a população para a importância do diagnóstico precoce das DIIs.  A campanha tem apoio do GEDIIB – Grupo de Estudos da Doença Inflamatória do Brasil.

Para marcar o Maio Roxo, em Curitiba, a APARDII (Associação Paranaense de Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais) realizará no domingo, 29 de maio,  às 9h, a 1ª Caminhada de Portadores de Crohn e Colite e amigos da APARDII, no Jardim Botânico, com concentração em frente a estufa de vidro.

 

Doenças Inflamatórias Intestinais – As doenças inflamatórias intestinais, Crohn e Retocolite Ulcerativa, são sérias, têm caráter crônico e afetam homens e mulheres indistintamente.  O diagnóstico acontece geralmente por volta dos 30 anos de idade, impactando negativamente a força de trabalho e a vida familiar do paciente.  De origem não totalmente conhecida, sabe-se que pode haver predisposição genética  e que o meio ambiente exerce papel importante em seu desencadeamento (sabe-se que é mais comum em centros urbanos e/ou industrializados).

 

Retocolite Ulcerativa e Doença de Crohn –  A retocolite ulcerativa caracteriza-se por inflamação e úlceras no revestimento do cólon ou intestino grosso.  Em média, as pessoas são diagnosticadas por volta dos 30-35 anos de idade, apesar da doença ocorrer em qualquer idade. Já a doença de Crohn envolve todo o intestino, sendo que em cerca de 30 por cento dos pacientes, o intestino fino (íleo) é a região mais afetada e, em 40 por cento, a região ileocecal.

Em ambas, os sintomas são semelhantes: dor abdominal, podendo haver hemorragia retal, diarreia, urgência para evacuar e aumento na frequência e dos movimentos intestinais. Estes sintomas tendem a aparecer e desaparecer e podem afetar o nível nutricional do paciente, pois a inflamação consome alguns nutrientes.  Pode haver também perda fecal de sangue, fluidos e eletrólitos, em decorrência da hemorragia e diarreias frequentes.  Estima-se que 25 por cento dos pacientes podem ser submetidos a cirurgia em algum momento do curso da doença.

“Como seus sintomas tendem a aparecer e desaparecer por um período e podem ser confundidos com de outras doenças, as DIIs podem demorar para serem diagnosticadas corretamente, o que pode levar o paciente a hospitalizações recorrentes e até à incapacitação para o trabalho.  Entretanto, o diagnóstico precoce seguido do tratamento adequado  pode preservar a qualidade de vida e a produtividade do paciente.  Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o controle da doença”, afirma a especialista Marta Brenner, presidente da ABCD, Professora de Gastroenterologia da PUC do Rio Grande do Sul e Coordenadora do Ambulatório de DII do Hospital  São Lucas, da PUC-RS

Para agenda brasileira do Maio Roxo, acesse www.abcd.org.br

Sobre ABCD – A ABCD é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1999, com o objetivo de reunir os portadores das doenças inflamatórias intestinais e os profissionais de saúde da área, para promover a troca de experiências e facilitar a difusão das informações, por meio de grupos apoio, com acompanhamento de equipes profissionais multidisciplinares; intercâmbio com órgãos e instituições internacionais, para troca de experiência e atualização permanente; criação e distribuição de material educacional e programas de educação continuada para profissionais de saúde, entre outras atividades.  <felipe.gier@spmj.com.br>

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