Decór sensorial

Seja para criar um projeto de design de interiores ou mesmo para inspirar mudanças no ambiente, os profissionais de arquitetura exploram tendências para dar um “up” na decoração. Entre as técnicas utilizadas em 2016, destaca-se a textura – popularmente conhecida por sua aplicação em paredes, mas cada vez mais explorada nos mobiliários.

Lisa ou áspera, quente ou fria, acolhedor ou nem tanto, a textura é a característica das superfícies que refere-se ao tato – um dos cinco sentidos humanos, responsável pelas percepções do mundo através da “pele” e que pode ser dividida em duas categorias: tátil e visual. Texturas táteis relacionam-se a sensação imediata ao toque, enquanto as visuais aludem à impressão ótica que a técnica produz a um observador.

Na decoração, a textura é usada nos revestimentos, móveis e demais objetos para tornar um ambiente mais rico e interessante. Dentre as diversas opções de textura para parede disponíveis no mercado, algumas ganham destaque por conta da sua flexibilidade, como o efeito grafiato – estilo de textura com alta durabilidade e utilizado para pinturas internas e externas.

No quesito mobiliário, Cláudia Kersting, proprietária da loja S.C.A. Curitiba, explica que as texturas criam um diferencial através de materiais versáteis e com variados efeitos. “São inúmeros os modelos de revestimentos disponíveis no mercado, cada um deles imprimindo um grande apelo tátil. Existem aqueles que trazem a memória e o romantismo do crochê, os que remetem a surpreendente informalidade do chevron e os que passam pela elegância do couro natural ou até mesmo do tradicional matelassê”, afirma.

Além disso, Kersting pontua que a textura escolhida para a decoração de uma residência diz muito sobre a personalidade do seu proprietário, por isso, é importante ficar atento aos detalhes para garantir a construção de um ambiente mais aconchegante e bonito, e de quebra com visual mais original.

Na visão das arquitetas Mariana Stockler e Carolina Posanske, do escritório Stockler + Posanske Studio de Arquitetura, a escolha da textura ideal para cada ambiente tem muito a ver com o estilo da decoração. “Se o espaço segue o estilo mais clean e deseja transmitir a sensação de comodidade e conforto, muito provavelmente terá materias que reforcem essa atmosfera, como próprio crochê. Em ambientes mais modernos, por sua vez, o chevron ou o matelassê podem ser boas escolhas, assim como o couro para texturizar móveis de cômodos mais sérios”, esclarecem.

Por fim, as profissionais reforçam que é sempre interessante buscar um equilíbrio na utilização das texturas, buscando o alinhamento entre todos os elementos que compõem o ambiente, principalmente em relação à pintura e aos objetos de decoração.

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