OPINIÃO / A Integração e a Revolução dos Dispositivos / Alexandre Denes*

A área de Tecnologia da Informação sempre foi uma das mais entusiasmadas em discutir o que o futuro nos reserva. Todos os anos, todas as subáreas, de desenvolvimento a operações, de comunicações a gestão de TI, divulgam suas expectativas para o futuro próximo. Sempre tem sido assim e deverá ser assim por um bom tempo. Já virou tradição tão forte quanto troca de presentes e panetones no final do ano.

Mas este ano uma coisa curiosa aconteceu. Todas as subáreas divulgaram as suas previsões e todas elas têm como centro uma única mensagem: Integração de Dispositivos. São vários e vários textos de várias consultorias publicando suas tendências, mas escolhemos o texto do Gartner (http://www.gartner.com/newsroom/id/3143521) que resume bem o cenário.

Mas o que é integração de dispositivos? Provavelmente você já ouviu os termos “Internet das Coisas” ou “Internet de Tudo”. Esses termos normalmente tratam sobre o fato de que teremos aproximadamente 25 bilhões de dispositivos conectados na Internet até 2020 – e esses dispositivos gerarão uma massa de dados nunca antes vista. Só que a Integração de Dispositivos é um conceito que vai um passo adiante. Além da preocupação com os dispositivos conectados e a infraestrutura necessária para essa comunicação entre eles, a Integração de Dispositivos se preocupa também com todo o cenário derivado:

– Como é a segurança e confiabilidade do armazenamento dessa enorme massa de dados?

– Como os processos de Business Intelligence vão conseguir extrair conhecimento estratégico dessas informações?

– A minha empresa possui uma gama de sensores, mas o meu funcionário também possui um conjunto de sensores próprios que ele usa no trabalho (monitores de saúde pessoal, dispositivos vestíveis, smartphones, etc.). De quem são os dados que os sensores da empresa captam sobre a pessoa do funcionário e sobre os dados que os sensores do funcionário captam dentro do ambiente da empresa? Como organizar essa integração e para que propósito? Como conseguir medir e aumentar a produtividade a partir desses dados?

– Como os dispositivos móveis e vestíveis se relacionarão, não só entre os dispositivos de uma única pessoa, mas entre dispositivos de pessoas diferentes próximas? Qual experiência de uso e oportunidades de negócio podem surgir desses cenários?

– Como interpretar esses dados de maneira automática?

São vários cenários, várias perguntas e várias discussões feitas em todos os lugares da TI discutindo sobre praticamente o mesmo assunto: como a Revolução Móvel e a Internet das Coisas vai impactar nosso domínio? São questões interessantes, mas mais interessante ainda é lembrarmos que a última vez que tivemos toda a área de TI discutindo sobre um único assunto central foi quando a web se popularizou. A tomar pela história, se a revolução dos dispositivos tiver a mesma proporção que a revolução da web teve, tempos muito interessantes estão à frente!

*Alexandre Denes é coordenador da área de TI dos cursos de Pós-Graduação da Universidade Positivo (UP).

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