Pessoas que fumam e bebem têm 80% mais chance de desenvolver o câncer de boca, faringe e traqueia

Em virtude do Dia Mundial sem Tabaco e Dia de Combate ao Câncer Bucal (31 de maio), o Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial faz um alerta: em 90% dos casos de diagnóstico de câncer bucal existe a presença do uso de cigarro, bebidas alcoólicas e excesso de exposição solar.

Este tipo de tumor atinge em média 3% da população mundial, mas no Brasil a prevalência é ainda maior. “O câncer de boca é relevante no Brasil por se tratar de um país tropical, com atividades ao ar livre que expõem as pessoas de forma constante aos raios solares; além do uso excessivo de bebidas alcoólicas e tabaco”, explica Leandro Eduardo Klüppel, coordenador do Capítulo Paraná do Colégio.

Lesões traumáticas permanentes na boca podem originar machucados com potencial para desenvolvimento de câncer, como feridas provocadas por mordiscamento ou prótese mal instalada.

De acordo com o especialista, o principal sintoma da doença é o surgimento de feridas na boca que não cicatrizam em um período de até 15 dias. “As pessoas devem ficar atentas às mudanças na aparência dos lábios e da parte interna da boca, endurecimentos, feridas e inchaços são sinais de alerta. Procure um dentista ou um cirurgião buco-maxilo-facial em caso de qualquer uma dessas alterações. O autoexame pode ser feito, mas o ideal é a adequada avaliação por um profissional qualificado”, aconselha Klüppel.

Em estágio avançado, o câncer de boca pode provocar dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de aumentos de volume no pescoço.

O tratamento pode ser cirúrgico, por radioterapia ou os dois associados. Tudo vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais provocadas pelo tratamento. “Para prevenir o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem filtro solar. Outras formas de prevenir o câncer de boca são: evitar o fumo e o álcool, manter uma boa higiene bucal e visitar o dentista regularmente”, finaliza o cirurgião buco-maxilo-facial.  <vanessadoc@uol.com.br>

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