Como se prevenir contra a caxumba

Myrna Campagnoli, diretora médica do Frischmann Aisengart, é quem dá as orientações

A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba registrou 342 casos confirmados de caxumba entre janeiro e abril de 2016, número bem mais alto do que o habitual na região.  Segundo Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, a vacina é a prevenção mais eficaz.

No calendário nacional de vacinação, a primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra a caxumba, o sarampo e a rubéola, deve ser administrada a todas as crianças de doze meses de idade, e uma segunda dose às crianças com quinze meses.  “A vacinação de bloqueio é também eficaz quando utilizada até 72 horas após o contato direto com caso confirmado ou suspeito”, revela a médica.

Myrna ressalta que a vacina contém vírus vivo-atenuado e, portanto, deve ser usada com indicação médica. A especialista também lembra que devem ser respeitadas as seguintes contraindicações: reação grave à vacina em outras situações, alergia à vacina, gestantes e pessoas com imunossupressão (por exemplo, AIDS ou uso de corticoide). As vacinas estão disponíveis para crianças e adultos na rede pública.

Altamente contagiosa, a caxumba é causada pelo vírus Paramyxovirus, transmitido por contato direto com gotículas de saliva ou espirro de pessoas infectadas. As crianças costumem ser as mais atingidas, mas neste ano, entre os casos notificados no Brasil, muitos dos afetados são adolescentes em escolas e adultos. “Por isso, ter atenção aos sintomas, à prevenção e ao tratamento da doença é importante em qualquer idade”, alerta Myrna.

Ainda não há uma conclusão sobre o motivo do aumento de casos. Uma das hipóteses é a de que as pessoas não tenham se imunizado adequadamente. Os sintomas mais comuns da caxumba são febre, mal-estar, cansaço, dor no corpo, dor de cabeça e diminuição do apetite. Em geral, depois de dois dias do começo destes sintomas é que começa a ocorrer o característico inchaço das glândulas parótidas.

Após a infecção, os sintomas iniciam em um período de 14 a 18 dias. A caxumba tende a melhorar espontaneamente em cerca de duas semanas, mas também pode provocar outras complicações sérias, como inflamação dos testículos masculinos ou dos ovários femininos, podendo acarretar até em infertilidade. Há ainda outros casos raros em que pode gerar um quadro infeccioso no cérebro e causar surdez.

Não existe nenhum remédio específico para a caxumba, embora algumas medidas possam ajudar a atenuar os sintomas. Durante o tratamento, a pessoa deve permanecer em repouso absoluto.

As dicas da médica para prevenir a disseminação são:

– Restringir o contato respiratório com pessoas contaminadas;

– Lavar as mãos ou usar álcool gel diariamente;

– Tomar a vacina tríplice viral, administrada em duas doses e que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Ela está disponível gratuitamente para pessoas de até 49 anos de idade pelo Sistema Único de Saúde (SUS);

Proteger-se de espirros e cuidar do contato manual. Isso porque a transmissão ocorre por meio de gotículas da respiração, contato direto ou com as roupas da pessoa contaminada;

– Mulheres que nunca tiveram caxumba e nem tomaram a vacina devem procurar um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar aborto;

– Avisar o médico ou hospital onde fará a consulta sobre a suspeita;

– Lembrar que a limitação de contato deve ser mantida até o diagnóstico ser estabelecido;

– Não se automedicar antes de consultar um médico;

– Manter o doente em repouso até que tenham desaparecido os sintomas.

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart completa 71 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 35 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

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