Nova realidade no diagnóstico e tratamento da mielofibrose é tema de evento em Curitiba

Atividades simples, como pentear o cabelo, passam a ser impraticáveis. Movimentar-se gera dor e a qualidade de vida do paciente é nula, gerando dependência de terceiros para quase tudo. A mielofibrose é uma doença incapacitante e precisa ser mais difundida entre a sociedade1,2. Por ser uma neoplasia rara, muitas vezes os pacientes enfrentam uma dura jornada até conseguir um diagnóstico correto e iniciar um tratamento adequado que contribua para a retomada da qualidade de vida e autossuficiência.

Quando é diagnosticada, na maioria dos casos, já está em estágio avançado. As opções para tratar a doença são limitadas. Estudos mostram que pacientes com mielofibrose apresentam diminuição na expectativa de vida, com média de sobrevida geral de 5,7 anos3. A única cura potencial é o transplante alogênico de células-tronco, mas o procedimento está associado à alta taxa de mortalidade e elegível a menos de 5% dos pacientes4. Muitas vezes em função da idade avançada dos pacientes, visto que afeta principalmente pessoas entre 50 e 80 anos.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames de sangue de rotina, com a alteração no número das células do sangue e do exame físico, com a presença do baço aumentado. Há casos em que o órgão pode chegar a medir até 36 centímetros e pesar 10kg. A biópsia de medula óssea é sempre necessária.

As causas são desconhecidas. Em um paciente com mielofibrose, substâncias chamadas citocinas levam ao surgimento de diversos sintomas clínicos debilitantes. Os principais sintomas, além do aumento do baço, são fraqueza, falta de ar ao fazer esforço físico, palidez, hematomas, anemia, suor noturno, perda de peso, fadiga e dores abdominais que contribuem para a perda de habilidades funcionais.

Buscando aprofundar sobre o quadro geral da doença, o Dr. Renato Tavares, Chefe do Serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas da UFG, recepcionará colegas no dia 23 de junho, em Curitiba, para o evento Jakavi Regional Launch Meeting – Diagnóstico e Tratamento da Mielofibrose. Os especialistas estão disponíveis para entrevistas com jornalistas.


Agenda

Evento: Jakavi Regional Launch Meeting – Diagnóstico e Tratamento da Mielofibrose

Data: 23 de junho

Horário: 19h às 22h

Local: A confirmar

Palestrante: Dr. Renato Tavares, Chefe do Serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas da UFG.

 

Disclaimer
As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento.


Sobre a Novartis

A Novartis oferece soluções inovadoras de cuidados com a saúde que atendem às necessidades em constante mudança dos pacientes e da população. Com sede em Basileia, na Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio para atender estas demandas: medicamentos inovadores, cuidados com os olhos e medicamentos genéricos. Novartis é a única empresa global com posições de liderança nessas áreas. Em 2015, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 49,4 bilhões, enquanto cerca de US$ 8,9 bilhões foram investidos em pesquisa e desenvolvimento (US$ 8,7 bilhões excluindo encargos de depreciação e amortização). As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 118.000 colaboradores e seus produtos estão presentes em mais de 180 países ao redor do mundo. Para mais informaçõeswww.novartis.com.br

 

Referências:

  1. Harrison C, Kiladjian JJ, Gisslinger H, et al. Association of Cytokine Levels and Reductions in Spleen Size in COMFORT-II, a Phase 3 Study Comparing Ruxolitinib to Best Available Therapy (BAT). Abstract # 6625. American Society of Clinical Oncology 2012 Annual Meeting, Chicago, IL.
  2. Cervantes, F, et al. Long-Term Safety, Efficacy, and Survival Findings From COMFORT-II, a Phase 3 Study Comparing Ruxolitinib with Best Available Therapy (BAT) for the Treatment of Myelofibrosis (MF)  Blood. 2012. Abstract #801. American Society of Hematology 2012 Annual Meeting. Atlanta, GA.)
  3. Kvasnicka, HM, et al. Long Term Intervention Effects on Bone Marrow Morphology in Myelofibrosis: Patients Treated With Ruxolitinib and Best Available Therapy. Abstract #S591.18th Congress of European Hematology Association (EHA). Stockholm, Sweden.
  4. Verstovsek S, Kantarjian H, Mesa RA, et al. Safety and Efficacy of JAK1 & JAK2 Inhibitor, INCB018424, in Myelofibrosis. New Eng J Med. 2010 September 16;363(12):1117-1127.

humberto.siqueira@s2publicom.com.br

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