Novo medicamento prolonga a sobrevida livre de progressão da doença para pacientes com mieloma múltiplo

Estudo de Fase 3 MMY3003 (POLLUX) apresentado no da Associação Europeia de Hematologia (EHA) mostra redução de 63% no risco de progressão da doença 
COPENHAGEN e RARITAN, NJ, 23 DE JUNHO DE 2016 – A Janssen Research & Development, LLC anunciou durante o Congresso Anual da Associação Europeia de Hematologia (EHA), dados do estudo de Fase 3 MMY3003 (POLLUX), que mostram que a imunoterapia com daratumumabe em combinação com um regime de tratamento padrão, lenalidomida (um agente imunomodulador) e dexametasona (um corticosteroide), mostrou uma redução de 63% no risco de progressão da doença (sobrevivência livre de progressão ou PFS) comparado com lenalidomida e dexametasona em pacientes com mieloma múltiplo que receberam pelo menos uma linha prévia de terapia (Hazard Ratio [HR] = 0,37; 95% IC, 0,27-0,52; p<0,0001). A PFS mediana no braço com daratumumabe não foi alcançada, em comparação com uma média de 18,4 meses para os pacientes que receberam lenalidomida e dexametasona . Além disso, a adição de daratumumabe aumentou significativamente a taxa de resposta global (TRG) [93% versus 76%, p <0,0001].

Os dados foram apresentados durante a Conferência Oficial de Imprensa do 21º Congresso Anual da Associação Europeia de Hematologia (EHA), no dia 12 de junho.

“Daratumumabe induziu respostas profundas quando combinado com o padrão de tratamento, duplicando ou mais as taxas de resposta completa nestes pacientes previamente tratados”, disse o Dr. Meletios A. Dimopoulos, do Departamento de Tratamentos Clínicos da Universidade Nacional e Capodistriana de Atenas, Escola de Medicina de Atenas, do Hospital Geral Alexandra, na Grécia. “Estes resultados impressionantes ressaltam o benefício clínico potencial de daratumumabe como opção de tratamento de base para os pacientes que receberam uma ou mais linhas anteriores de tratamento.”

“Juntamente com os resultados do ensaio MMY3004 CASTOR apresentado na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), na semana passada, esses estudos ajudam a pavimentar o caminho para o futuro de daratumumabe como terapia fundamental em combinação com qualquer uma das duas classes mais amplamente utilizadas de terapia.”, disse o Dr. Peter F. Lebowitz, Ph.D., Diretor Global de Oncologia da Janssen

Sobre o estudo MMY3003 (POLLUX)
Além de atingir o objetivo primário de melhora da sobrevida livre de progressão (PFS, na sigla em inglês), com uma mediana de acompanhamento de 13,5 meses, e aumentando significativamente a taxa de respostas global (TRG, na sigla em inglês) em comparação com a lenalidomida e dexametasona, a adição de daratumumabe à terapia padrão duplicou a taxa de resposta completa (CR) [43% versus 19%, p <0,0001], bem como a taxa de resposta parcial muito boa (VGPR) ou melhor [76% versus 44%, p <0,0001]. O benefício do tratamento com daratumumabe foi consistente em todos os grupos específicos.

O ensaio MMY3003 (POLLUX) é um ensaio Fase 3, multinacional, aberto, randomizado, multicêntrico, controlado com braço ativo em 569 pacientes com mieloma múltiplo que receberam em média uma linha anterior de tratamento. Os pacientes foram randomizados para receber daratumumabe combinado com lenalidomida e dexametasona, ou lenalidomida e dexametasona apenas. Os participantes foram tratados até progressão da doença, toxicidade inaceitável ou se tinham outras razões para descontinuar o estudo. Entre os pacientes avaliados, 19% receberam três ou mais linhas prévias de tratamento, 86% dos pacientes receberam tratamento prévio com inibidor de proteassoma (PI); 55% receberam um agente imunomodulador (incluindo 18% com lenalidomida); 44% receberam t um agente de PI e imunomodulador. Do total de pacientes, 27% eram refratários à sua última linha de terapia, 18% eram refratários a um PI e nenhum era refratário à lenalidomida.

Em 20 de Maio de 2016, o ensaio MMY3003 foi aberto após alcançar seu objetivo primário de melhora da PFS em uma análise interina pré-planejada. Com base na recomendação do Comitê Independente de Monitoramento de Dados (IDCM), os pacientes no grupo do tratamento padrão tiveram a opção de receber daratumumabe após a progressão confirmada da doença.

Sobre daratumumabe
Daratumumabe é o primeiro anticorpo monoclonal (mAb) contra o CD38, que é uma proteína altamente presente nas células do mieloma, independente do estágio da doença.

Estudos adicionais estão em curso ou planejados para avaliar o seu potencial em outras doenças malignas e pré-malignas em que o CD38 se expressa, como o mieloma assintomático e linfoma não-Hodgkin. Daratumumabe é o primeiro anticorpo monoclonal a receber aprovação regulamentar nos EUA e Europa para tratar o mieloma múltiplo recorrente ou refratário. 1 Atualmente, daratumumab não está aprovado para uso no Brasil.

Sobre o Mieloma Múltiplo
O mieloma múltiplo é um câncer hematológico incurável, que ocorre quando as células plasmáticas malignas crescem descontroladamente na medula óssea (2,3) . O câncer refratário ocorre quando a doença do paciente é resistente ao tratamento ou, no caso de mieloma múltiplo, quando há progressão da doença dentro de 60 dias após o último tratamento.  ,   Câncer recorrente é quando a doença retornou após um período de remissão inicial, parcial ou completa.8 Representando cerca de 1% de todos os cânceres e 15%-20% de malignidades hematológicas em todo o mundo, o mieloma múltiplo é o segundo câncer hematológico mais frequente e continua sendo uma doença incurável devido à sua recidiva inevitável e à evolução da resistência aos medicamentos disponíveis.  Enquanto alguns pacientes com mieloma múltiplo não apresentam sintoma algum, a maioria dos pacientes são diagnosticados devido a sintomas que podem incluir fratura óssea ou dor, contagens de glóbulos vermelhos baixa, fadiga, elevação de cálcio, problemas renais, ou infecções.  Pacientes com doença recidivada e refratária ao tratamento padrão normalmente têm prognósticos menos favoravéis.8

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¹ Fedele, G et al. CD38 Ligation in Peripheral Blood Mononuclear Cells of Myeloma Patients Induces Release of Protumorigenic IL-6 and Impaired Secretion of IFNγ Cytokines and Proliferation. Mediators Inflamm. 2013;2013:564687.
² American Cancer Society. “Multiple Myeloma Overview.” http://www.cancer.org/cancer/multiplemyeloma/detailedguide/multiple-myeloma-what-is-multiple-myeloma. Acessado em Março de 2016.
³ Kumar, SK et al. Leukemia. 2012 Jan; 26(1):149-57.
4 National Cancer Institute. “NCI Dictionary of Cancer Terms: Refractory.” Disponível em http://www.cancer.gov/publications/dictionaries/cancer-terms?expand=R. Acessado em Março de 2016.
5 Richardson, et al. “The Treatment of Relapsed and Refractory Multiple Myeloma.” ASH Education Book January 1, 2007 vol. 2007 no. 1 317-323.
6 American Cancer Society. “How is Multiple Myeloma Diagnosed?” http://www.cancer.org/cancer/multiplemyeloma/detailedguide/multiple-myeloma-diagnosis. Acessado em Março de 2016.

Sobre a Janssen

Na Janssen, trabalhamos para criar um mundo sem doenças. Transformar vidas buscando maneiras novas e melhores de prevenir, interceptar, tratar e curar doenças nos inspira. Nós reunimos as melhores mentes e buscamos as mais promissoras inovações científicas. Somos a Janssen. Colaboramos com o mundo para a saúde de todos.  Para saber mais acesse:www.janssen.com. Siga a Janssen no Facebook e LinkedIn,  e a J&J Carreiras no Facebook.  (tcarvalho@jeffreygroup.com)

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