O perigo de tomar vacinas em lugares não autorizados

O alerta é de Myrna Campagnoli, diretora médica do Frischmann Aisengart

 Neste ano, muita gente que não é coberta pela vacinação pública contra a gripe não conseguiu de vacinar nas clínicas particulares. Isso porque a demanda foi maior que a oferta, decorrente principalmente do grande número de casos e de mortes pela gripe. E uma situação nova foi identificada e ocorreu em quase todo o Brasil: o fechamento de farmácias e drogarias que vendiam e aplicavam a vacina contra o vírus Influenza. Mas por que não tomar a vacina nestes locais?

Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, elenca a primeira razão: de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as drogarias e as farmácias brasileiras não estão autorizadas a vender e aplicar vacinas, inclusive contra gripe e, portanto, estariam descumprindo a lei. De acordo com a Anvisa, farmácias e drogarias só poderiam aplicar vacinas se participassem de campanhas públicas de apoio à imunização, o que não ocorreu na campanha contra a gripe deste ano. E, nesses casos, os estabelecimentos não poderiam cobrar pelo produto e nem pelo serviço.

Myrna reforça que os grupos de risco cobertos pela vacinação do governo devem tomar a vacina nos postos de saúde. Já as que não recebem a vacinação gratuita devem procurar clínicas de vacina e laboratórios particulares habilitados para tal. “É sempre bom lembrar que o paciente tem o direito e o dever de se informar sobre os locais que vendem vacinas e priorizar aqueles que tenham a infraestrutura ideal e regulamentada para este tipo de comércio”, afirma.

O processo ideal, de acordo com a médica, segue as seguintes normativas da Anvisa, que determina que:

  1. 1. As vacinas devem ser adquiridas de um distribuidor devidamente registrado na Anvisa.
  2. 2. As vacinas devem chegar ao local de comercialização (clínicas e laboratórios) através de um sistema de transporte refrigerado e monitorado que mantenha a temperatura em uma escala de 2 a 8 °C, sem permitir qualquer desvio.
  3. 3. Nas unidades de vacinação, todas as vacinas devem ser armazenadas em refrigeradores especiais, que são programados para manter um controle rigoroso de temperatura e permitir alertas, inclusive fora do horário comercial, sobre qualquer desvio.
  4. 4. O local (clínica ou laboratório) deve ter um médico, registrado no Conselho Regional de Medicina, e passível de consulta pública para ser o responsável técnico pelas suas vacinas, e enfermeiras formadas que acompanhem todo o processo de recebimento, armazenagem e manipulação das vacinas, além de treinamento da equipe de aplicação.
  5. 5. No momento da aplicação cada vacina tem seu lote arquivado em sistema, assim como os dados do cliente que a recebeu. Esse procedimento garante rastreabilidade em caso de reações adversas que podem vir a acontecer.
  6. 6. Após a aplicação a seringa da vacina deve ser descartada em embalagens especiais, que posteriormente são recolhidas por empresas especializadas e certificadas na destinação de lixo hospitalar. Isso garante a segurança dos profissionais envolvidos e também do meio ambiente.

Myrna lembra que o Frischmann Aisengart tem 35 unidades espalhadas pela Grande Curitiba e litoral do Paraná. Destas, apenas três são preparadas e regulamentadas para vacinação e, por isso, são as únicas que armazenam e aplicam vacinas na população. Desta forma, o Laboratório garante o controle rigoroso de seu estoque de vacinas e o respeito a todas as normas técnicas envolvidas neste processo, zelando pela segurança de seus clientes. Por fim, a médica avisa que as denúncias podem ser feitas à autoridade local de vigilância sanitária, à Anvisa ou pelo telefone 0800 642 9782.

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart completa 71 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 35 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

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