Para entender a Esclerose Sistêmica – 29 de junho é o Dia Internacional de Conscientização da Esclerodermia

Jerusa Miqueloto, médica do Frischmann Aisengart, é quem explica a doença

A esclerose sistêmica é uma doença crônica, não contagiosa e autoimune que se caracteriza pelo endurecimento da pele. Relativamente rara e com diagnóstico difícil, ela é desconhecida até por grande parte dos profissionais de saúde no Brasil. É classificada como difusa ou limitada, de acordo com a extensão de pele acometida, e pode afetar órgãos como esôfago, estômago, rins, coração e pulmões. Não há estudo sobre a prevalência da doença no Brasil.

De acordo com Jerusa Miqueloto, médica do Laboratório Frischmann Aisengart, a esclerose sistêmica faz com que o sistema de defesa do organismo ataque o tecido conjuntivo, que dá estrutura e sustentação aos diversos órgãos do corpo e está presente na pele, pulmões, coração, vasos sanguíneos, dentre outros. Como existe um estímulo para que os fibroblastos, células que produzem colágeno, sejam produzidos em excesso, o colágeno fica muito proliferado e deixa a pele dura. “Não há indicações de que a doença seja hereditária, a causa da doença ainda é desconhecida e até dois terços dos pacientes conseguem levar vidas relativamente tranquilas, mantendo suas atividades e trabalhando”, revela.

Jerusa afirma que o órgão afetado com maior frequência é o esôfago (90% dos casos), sendo que os pacientes costumam apresentar disfagia, que é uma dificuldade para engolir. Os pulmões também são acometidos com regularidade, em 40% a 50% dos casos. Há uma falta de ar progressiva, e o paciente passa a ter o órgão endurecido, denominado de fibrose pulmonar. Também pode acontecer a hipertensão pulmonar, causada pelo acometimento da artéria pulmonar. Neste caso, é necessária uma maior pressão para bombear o sangue nos pulmões.

Diagnóstico e tratamento

A médica descreve que o fenômeno de Raynaud é a primeira manifestação da esclerose sistêmica. Ele é causado pela contração dos vasos sanguíneos e é caracterizado pela presença de dedos pálidos e posteriormente roxos quando expostos ao frio, que piora a contração dos vasos sanguíneos. Quando o fluxo sanguíneo é reestabelecido, os dedos tornam-se avermelhados. Pode ser preciso, em casos mais graves, recorrer a amputações.

De acordo com Jerusa, a esclerose sistêmica é diagnosticada por uma avaliação clínica e pela realização de alguns exames de sangue, de urina e de imagem. A dosagem do fator de anticorcorpos antinucleares (FAN) é uma importante ferramenta para um diagnóstico preciso, já que o fator antinuclear (FAN) está presente em mais de 95% dos pacientes. “Este exame laboratorial deve ser feito sob recomendação do médico e acompanhado de outras análises”, explica.

A médica reforça que, independentemente da forma clínica da doença, é importante que se diagnostique o paciente o mais rápido possível com o exame de autoanticorpos ou pela capilaroscopia periungueal, para pacientes que ainda não tiveram a pele espessada.

Jerusa lembra que quem tem esclerose sistêmica deve sempre ter a carteira de vacinação em dia, já que a imunização aumenta as defesas do corpo. As vacinas mais importantes são as contra as hepatites, a pneumonia pneumocócica e as contra o vírus da gripe.

Por fim, a médica diz que a definição do tratamento vai depender das principais queixas do paciente e das manifestações clínicas da doença. O mais comum é a utilização de antiinflamatórios, cortisona ou imunossupressores. “É um paciente difícil, que exige acompanhamento, e o tratamento é específico para cada órgão afetado”, finaliza.

 Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart completa 71 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 35 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

 

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