Retinopatia Diabética: A principal causa de cegueira irreversível

Estimativas apontam a existência de 16 milhões de diabéticos brasileiros, mas de acordo com dados do Ministério da Saúde cerca de 50% ainda não sabem que possuem a doença.

 

Além de todos os cuidados que a diabetes exige, e problemas que ela acaba acarretando, uma atenção especial se deve a visão. O paciente diabético está sujeito a uma doença grave que pode até levar a cegueira irreversível: a Retinopatia Diabética. Essa complicação, que ocorre quando há um excesso de glicose no sangue, danifica os vasos sanguíneos dentro da retina e pode surgem sem que o paciente perceba diferença na visão. A perda visual pode ser um sintoma tardio, expressando a gravidade da situação.

Mais de 16 milhões de brasileiros adultos (8,1%) sofrem de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no Brasil, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em abril de 2016.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), as pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença. Em geral, o sintoma mais comum da retinopatia diabética é a vista embaçada que ocorre progressivamente e, às vezes, subitamente pela hemorragia vítrea.

A doença é classificada em: Não Proliferativa e Proliferativa. Durante as fases iniciais, pode não haver a necessidade de tratamento, exceto quando ocorre o edema macular (inchaço da área central da retina, responsável pela visão de detalhes).

A doença proliferativa deve sempre ser tratada. O tratamento padrão é o laser, em esquema de panfotocoagulação. Em casos mais avençados, quando ocorre hemorragias e/ou deslocamento de retina, a cirurgia (vitrectomia) pode ser necessária e benéfica. Atualmente, avanços na terapia farmacológica melhoram muito o resultado no tratamento do edema macular. Trata-se de um medicamento, ranibizumabe (nome comercial: Lucentis) que é injetado dentro do olho (cavidade vítrea). Ele atua diretamente nos vasos sanguíneos afetados pela doença e bloqueia o chamado fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que aumenta a permeabilidade dos vasos sanguíneos, o que permite o vazamento de fuidos para a mácula.

De acordo com o especialista em retina e vítreo do D’Olhos Hospital Dia, Dr., Claudio Dalloul, a terapia combinada (laser e Lucentis) muitas vezes é necessária.

O oftalmologista ainda ressalta que o controle rigoroso do nível de açúcar no sangue é fundamental para minimizar os riscos da doença. Pacientes portadores da diabetes tipo 1 e 2 também devem fazer o exame do fundo do olho pelo menos uma vez por ano, mas ao primeiro sintoma de visão borrada, devem antecipar a visita ao profissional.

Fonte: oftalmologista especialista em retina e vítreo do D’Olhos Hospital Dia, Claudio Dalloul.

 

O que é a retinopatia diabética?

A Retinopatia Diabética ocorre quando há um excesso de glicose no sangue, danifica os vasos sanguíneos dentro da retina e pode surgem sem que o paciente perceba diferença na visão. O paciente diabético está sujeito a essa doença que pode até levar a cegueira irreversível.

 

Como as pessoas que são vítimas tem a doença diagnosticada?

Em geral, o sintoma mais comum da retinopatia diabética é a vista embaçada que ocorre progressivamente e, às vezes, subitamente pela hemorragia vítrea. Pacientes portadores da diabetes tipo 1 e 2 também devem fazer o exame do fundo do olho pelo menos uma vez por ano, mas ao primeiro sintoma de visão borrada, devem antecipar a visita ao profissional. A perda visual pode ser um sintoma tardio, expressando a gravidade da situação.

 

É possível prevenir, como e qual a evolução natural da doença?

Além de todos os cuidados que a diabetes exige, e problemas que ela acaba acarretando, uma atenção especial se deve a visão. Para minimizar os riscos da doença é fundamental fazer um controle rigoroso do nível de açúcar no sangue. Estimativas apontam a existência de 12 milhões de diabéticos brasileiros, mas de acordo com dados do Ministério da Saúde cerca de 50% ainda não sabem que possuem a doença.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), as pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença.

A doença é classificada em: Não Proliferativa e Proliferativa. Durante as fases iniciais, pode não haver a necessidade de tratamento, exceto quando ocorre o edema macular (inchaço da área central da retina, responsável pela visão de detalhes).

 

Qual o tratamento oferecido hoje?

O tratamento padrão é o laser, em esquema de panfotocoagulação. Em casos mais avençados, quando ocorre hemorragias e/ou deslocamento de retina, a cirurgia (vitrectomia) pode ser necessária e benéfica. Atualmente, avanços na terapia farmacológica melhoram muito o resultado no tratamento do edema macular. Trata-se de um medicamento, ranibizumabe (nome comercial: Lucentis) que é injetado dentro do olho (cavidade vítrea). Ele atua diretamente nos vasos sanguíneos afetados pela doença e bloqueia o chamado fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que aumenta a permeabilidade dos vasos sanguíneos, o que permite o vazamento de fuidos para a mácula. <atendimento@eticarp.com>

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